
Olá ~ Duas postagens numa segunda-feira? Exatamente. Hoje não teve aula, pois aqui em Curitiba é feriado -q Sim, um feriado atrás do outro. That's why I love my city -q Então já que é feriado eu decidi escrever as fanfics novamente, eu tinha até esquecido. Mentira, eu não esqueci, só estava com um bloqueio criativo do mal 666 Xuxa Só Para Baixinhos. Nem sei se alguém lembra que eu escrevo, mas aqui está -q
E nossa, é incrível como o feriado se esvai só de abrir o LibreOffice e começar a escrever. Estou a tarde inteira aqui, sentada na frente do computador -q
Sem mais delongas, boa leitura! E se você não começou a ler qualquer uma das minhas fanfics, dê uma olhada na aba "Fanfics" na sidebar, vale a pena -q
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| Feel the power: Eu escrevi o nome do capítulo sem um tradutor/dicionário -q Sinto que zerei a vida fazendo isso -q |
Já
estivera em diversas situações ruins em sua vida, já havia sentido
qual era o cheiro da morte por tantas vezes que já havia perdido a
conta, todavia nada se comparava com o que sentia naquele momento. Um
mau pressentimento assombrava seus pensamentos, mesmo que estivesse
sentado tranquilamente entre as belas rosas que coloriam o extenso
jardim minuciosamente cuidado com extremo carinho.
Toda
a preocupação pareceu esvair-se quando visualizou de longe o cavalo
negro cruzando os portões, porém quando pôde observar mais
detalhadamente, o homem carregava consigo um rapaz de cabelos roxos,
ferido gravemente e desacordado, tendo apoio nos ombros daquele
loiro.
-Ficará
a olhar apenas?! É grave.- Ouviu o homem gritar consigo, enquanto
cavalgava rapidamente em direção da enorme mansão. Levantou-se
rapidamente e não tardou a correr em direção da residência. Em
pouquíssimo tempo encontrava-se em frente da mesma, abrindo a enorme
porta, ajudando o homem a passar com o jovem rapaz em seus braços.
Com
cuidado, o loiro colocou o rapaz desconhecido no chão. Pela
preocupação estampada nos olhos brancos do loiro Seth, não havia
tempo para arrumações.
-Esse
é René. Quase virou oferenda de uma maldita feiticeira, Kazuki.-
Kazuki automaticamente entendeu. Conhecia incrivelmente bem essas
criaturas odiosas e sabia o quão mortais eram os artefatos
utilizados por elas. Como era visto, René havia sido esfaqueado por
uma lâmina enfeitiçada, que além de ferir, roubava forças vitais.
Sabia como resolver isso.
-Seth!
Me dê a adaga, revitalizarei as forças vitais do rapaz, antes de
tudo.- Disse o moreno, olhando seriamente para o loiro a sua frente,
que engolia em seco enquanto olhava para o desacordado René e tirava
do cinto a adaga de prata, cheia de detalhes talhados na lâmina
reluzente.
Assim
que a arma foi entregue ao jovem de feições orientais, o mesmo fez
com habilidade um desenho em seu pulso, um símbolo que chorava o
sangue escuro de Kazuki. Colocou o dedo anelar no centro do símbolo
e proferiu algumas palavras, em um tom sussurrado e gentil.
-Nire
tschie itaë wek egie!
Colocou
o pulso ensanguentado entre os lábios do rapaz de cabelos roxos para
que o sangue escorresse em sua boca e proferiu novamente as palavras,
fazendo com que algo surreal acontecesse. Diversas formas em
arabescos brilhantes começaram a surgir pela pele de René. Eles
tinham um tom vermelho fortíssimo.
-Nunca
deixo de me surpreender com isso…- Disse Seth, olhando fixamente
para o rosto com expressões serenas de René.
Os
desenhos começaram a desaparecer lentamente, deixando apenas os
ferimentos deferidos cruelmente por Erianwen. Agora era a última
parte, limpar e fechar os machucados.
Kazuki
olhava um pouco hesitante para os ferimentos e Seth estava pior
ainda, suava e tinha em sua face uma expressão congelada.
-Não
seria melhor chamarmos o doutor Ashworth?- Perguntou o loiro.
-Mas
é claro que não! Aquele homem é doido, ele acha que qualquer coisa
é motivo para uma substituição mecânica e isso só funciona para
quando alguém perde uma perna, braço ou uma mão. O que ele falaria
se visse isso? “Que belo exemplar! Acho que posso trocar os pulmões
e costelas dele por peças metálicas!”. Eu mesmo… Farei isso.
Traga todo o aparato de primeiros socorros!- Ordenou o moreno, que
prontamente foi obedecido. Se não estivessem em uma situação
delicada, Kazuki até comemoraria o fato de que pela primeira vez
havia visto Seth obedecê-lo, já que sempre era menosprezado pelo
loiro.
-Matsuyama!
Aqui está.- A voz de Seth ressoou naquele espaço da enorme mansão
e a caixa de madeira foi entregue. O moreno abriu-a rapidamente,
pegando o que precisava. Soro para limpar os ferimentos e os
materiais necessários para suturar os cortes e perfurações.
Habilmente
ele começou o processo, engolindo em seco ao ver o sangue tão de
perto. Limpou ferimento por ferimento cuidadosamente e em poucos
minutos começava a fechar todos eles, dando os devidos pontos.
Algum
tempo depois, René estava novo em folha e Matsuyama por precaução
enfaixou o peito totalmente cheio de pontos do jovem. Tinha esperança
de que ele logo acordaria e se recuperaria muito bem.
-Seth…
Por favor, leve-o para o quarto, esse rapaz precisa de algum lugar
confortável. Troque todas as roupas dele, estão mais para pano de
chão. Eu lavarei as mãos enquanto isso.- Ditou Kazuki,
levantando-se do chão e pegando a caixa de madeira com os
instrumentos de primeiros socorros.
Cuidadosamente
o loiro carregou René, indo em direção de uma enorme escadaria.
Kazuki andou reto em direção ao corredor que levava em direção a
cozinha, onde lavou as mãos em uma espécie de pia.
♣
A
consciência de René
começava a ser recobrada lentamente e este sentia dores pelo corpo.
Perguntava-se quantas vezes mais desacordaria, perguntava-se também
quantos mais tentariam matá-lo.
Pelas
memórias vagas da noite cruel, onde quase tornara-se objeto de
oferendas, sabia que havia sido salvo por um homem inexpressivo e que
aparentava ser estupidamente forte e corajoso.
René
abriu os olhos, confiante. Ao acostumar-se com a luz solar que
encontrava-se diretamente com sua face, conseguiu visualizar um rapaz
sentado na beirada da cama onde estava. Este tinha feições
asiáticas, cabelos negros e compridos, presos num rabo-de-cavalo
lateral e frouxo. Seus olhos tinham um tom de azul cristalino e ele
sorria gentil para o recém-acordado René Devereaux.
-Bom
dia, como se sente?- O homem impecavelmente arrumado perguntou-lhe.
-Acho
que estou bem…- René respondeu, com certa desconfiança. Não
importava o quão gentil o desconhecido sorrisse, nem a extrema
harmonia em suas feições, René não confiaria nele. As mais belas
e encantadoras pessoas que havia visto em sua vida, Rhiannon e
Erianwen, quase mataram-no. Não queria correr o risco.
-Você
acha? Penso que os ferimentos devem estar doendo, mas logo passará.-
O homem disse, começando a estranhar a expressão fechada e
desconfiada do jovem.- Por que me olha assim?- Perguntou.
-Vai
me matar, desconhecido?- Rebateu. Não sabia porque estava a fazer
aquilo, simplesmente queria descobrir as intenções do moreno. Sua
pergunta era estúpida, mas, mesmo assim, a fez.
-É
claro que não, René! Eu cuidei dos seus ferimentos, eu ajudei a
salvar-te.- Disse, voltando a sorrir com gentileza e entrelaçando
uma de suas mãos nos cabelos roxos do jovem René.
-Como
sabe meu nome?- O jovem espantou-se. Sentia-se seguro com as palavras
do desconhecido, via sinceridade nas mesmas, porém o fato de ouvir
um desconhecido falando seu nome o fez assustar-se um pouco.
-Seth,
que o trouxe para cá, contou-me seu nome.- O moreno afirmou. No
exato momento, lembrou-se que pouco antes de desacordar naquela
floresta, havia dito seu nome para aquele loiro.- E a propósito,
chamo-me Kazuki. Matsuyama Kazuki.- Continuou.
-É
um belo nome, Kazuki.- René disse, olhando fixamente para o moreno
gentil.
-Igualmente
para o seu, René.- Afirmou o moreno, ainda mexendo nos cabelos de
René. Fitava-os com interesse.
-Veja
só quem acordou! Bom dia, René.- Mais uma voz fez-se presente. René
olhou para a porta, vendo o homem que salvou-o naquela floresta. Ele
carregava consigo uma bolsa simples de couro.
-Bom
dia, Seth.- O jovem sorriu para
o homem, que assim como Kazuki, vestia-se impecavelmente.- Obrigado
por me salvarem.
-Disponha.-
Os dois responderam em uníssono, enquanto Seth sentava-se em uma
cadeira ao lado da espaçosa e enorme cama de casal, amontoada de
travesseiros onde René estava.
-Matsuyama,
eu trouxe o que você pediu.- O rapaz loiro mostrou a bolsa marrom,
passando para o moreno que instantaneamente abriu-a, retirando dali
algumas ataduras e também caixinhas de vidro, que pareciam conter
algo que René identificou como plantas utilizadas para fazer chá.
-Ótimo!
René, vamos trocar esta ataduras, tudo bem?- O moreno pronunciou-se,
enquanto desenrolava distraidamente um dos pequenos rolos de atadura.
-Sim,
sim.
-Seth,
por obséquio, poderia ir arrumando ele enquanto eu procuro a
tesoura?- Matsuyama levantou-se, indo em direção a uma pequena
cômoda que encontrava-se do outro lado do enorme quarto.
-Está
bem.- Respondeu, simplista e sem qualquer permissão desabotoou a
enorme blusa utilizada por René, que olhava atentamente para si
mesmo e para as mãos pálidas do loiro.
Tentando
ajudar, o jovem colocou-se um pouco a frente, desencostando-se das
almofadas e travesseiros.
Já
com a tesoura metálica em mãos, Kazuki cortou habilidosamente a
atadura envolta no peito de René, fazendo com que este se espantasse
de certa forma. Olhando para si mesmo, viu todos os locais onde fora
esfaqueado, suturados cuidadosamente. Ficou feliz pelos machucados
não estarem graves, mas ao mesmo tempo sentiu-se triste pois levaria
cicatrizes para uma vida inteira.
-Para
apenas uma semana, esses cortes e perfurações estão cicatrizando
muito bem!- Kazuki disse, enquanto entregava as velhas faixas para o
loiro, que as deixava de lado e logo ajudava René a levantar um
pouco os braços, para que os novos curativos fossem colocados.
-Eu
dormi…
Por uma semana?!- O jovem de cabelos roxos espantou-se, fitando
rapidamente os dois rapazes à frente de si e parando seu olhar em
Seth, que em tempo algum parara de fitar a face do jovem.
-Exatamente.-
O loiro afirmou. Naquele momento preocupou-se, pois uma semana era
muito tempo para quem escapou de casa para o que deveria durar apenas
algumas
horas. Tinha a certeza de que diversas pessoas já moviam-se em busca
dele e que um reboliço já havia se formado na pequena cidade onde
vivia desde seus dez anos de idade.
-Céus!-
Exclamou, fazendo com que Kazuki levasse um susto mínimo e olhasse
diretamente para a face de René, logo quando havia recém-terminado
de envolver o peito de pele alva e pura do rapaz. Os olhos de
Devereaux lacrimejaram de preocupação.
-Eu
apertei demais? Está doendo?- O moreno perguntou.
-Não
é isso…
É
que…
Eu
preciso ir!- Exclamou. Não sentia falta do lugar que deixara por
acidente, todavia sabia que precisava voltar para casa e começava a
chorar silenciosamente pensando no que aconteceria quando chegasse e
visse aqueles que ele chamava de familiares. Ficaria infinitamente
mais debilitado, tanto fisicamente quanto psicologicamente.
Mesmo
assim, voltar era uma necessidade.
-Você
não precisa ir, pois você não quer fazer isso.- O loiro afirmou,
olhando diretamente nos olhos verdes de René, como se pudesse
enxergar sua alma. O jovem espantou-se com as palavras de Seth, que
eram verídicas e afirmavam o que se passava em sua mente.
-Mas
é a minha casa.- René disse, retorcendo o tecido dos lençóis
delicadamente bordados.-Eu necessito voltar e se eu ficar aqui,
incomodar-vos-ei.
-Nós
te salvamos e queremos que fique, jamais incomodar-nos-ia.- O loiro
manifestou-se.
Kazuki
levantou-se, andando em direção de uma varanda que ali havia. Fitou
para além das portas de vidro que encontravam-se fechadas,
certamente pensando em algo.
-René,
você estava fugindo. Estava desesperado. Se estivesse bem, aquela
feiticeira nunca teria tentado matá-lo. A tristeza e o desespero são
as forças das quais aquele tipo de criatura necessita. Ódio,
desespero e infelicidade são emoções fortíssimas.- Kazuki começou
a falar, dando voltas pelo quarto espaçoso.
René
não podia recusar nada do que Matsuyama dizia, pois era verdade.
Sempre fora alguém desesperado e triste. Todos os maus sentimentos
que possuía eram fruto de uma vida certamente desgraçada e a cada
dia que acordava lutava para não afogar-se cada vez mais em seu
oceano particular de infelicidades. Fugir de casa todas as noites
para observar as estrelas era uma maneira de desligar-se de tudo o
que era ruim.
-Por
que você deseja voltar, René?- O loiro perguntou, interrompendo
mais alguma coisa que o moreno diria.
-Eu
não tenho argumentos, só acho que devo voltar, mesmo que forçando
a mim mesmo.
-Force-se
o quanto quiser, eu não deixarei que faças uma escolha equivocada
para depois arrepender-se.- Kazuki disse, em um tom incrivelmente
sério, que conseguia até assustar o jovem. O moreno olhava-o
profundamente, tentando convencê-lo.
“Eu
voltaria por quais motivos? Para chegar em casa e ser muito bem
recebido com mais ferimentos? Não faço falta para eles. Se eu fosse
importante eu não seria tratado pior do que um cão. É isso, eu
ficarei.”- René pensou,
finalmente chegando a uma conclusão. Mesmo que quisesse voltar,
seria impedido pelos rapazes de quaisquer formas. Decidiu ficar, pois
nunca mais em sua vida encontraria pessoas que o recebessem tão bem,
mesmo sendo um alguém atrapalhado e que realmente empecilhava a vida
dos outros.
-Está
bem, eu fico.- René disse,
num tom decidido que nunca tivera antes. Olhou para os dois rapazes.
-Perfeito,
René. Seja bem-vindo à nossa casa.- Seth pronunciou-se, dando um
sorriso mínimo para o jovem de cabelos roxos.
-Ótima
decisão. Fico feliz por isso!- O moreno exclamou, sorrindo
animadamente.
René
sentia-se mais confortável do que nunca antes. Mesmo que não
conhecesse muito bem aqueles que o salvaram, sentia que finalmente
tinha em quem confiar. Estava dando adeus à monótona e triste vida
de antes, dizendo olá para um mundo desconhecido e surpreendente.
♠
Você leu até aqui? Meus parabéns, vai receber o René na sua casa via Sedex, com todo o aparato de sadomasoquismo junto -q Ignorem isso, tinha café no meu chá -q
Novidade única desse capítulo: Ninguém tentou assassinar o René, palmas para a autora que teve dó do coitado -q Mas logo logo a ação começa. Essa fanfic é bem diferente de tudo o que eu já escrevi.
Espero que tenham gostado do capítulo o/


Que capitulo Divo! *-* Ninguém tentou assassinar o René! 0/
ResponderExcluirAi g-zuis o René vai morar com o Seth e o Kazuki! (Esse nome me traz lembramças :v hauhau) (ღ❤‿❤ღ) Já tô shippando! ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Kissus♥
Fico feliz que tenha achado-o divo ^^ É, um alívio para o René -q
ExcluirSim, ele vai hjaihaihaihaiah Sinta a força dos shippers rondando o capítulo ( ͡° ͜ʖ ͡°)