11/05/2015

Á Sombra de Colossos _ pt 03



Eai galera! Eu disse que iria postar um capitulo por semana mas nesses dias realmente não deu, minha casa esta passando por uma reforma e a internet esta por ultimo na lista de coisas a se renovar então paciência. O fato é que eu vou tentar postar os capítulos que devia ter postado antes em uma semana e recomeçar a postar um por semana  toda quinta feira, eu acho. Então sem mais delongas clique em Leia Mais e acompanhe!




"Ponte para a salvação"






As nuvens estavam carregadas de um tom de negro assolador quando os tímidos primeiro raios de sol cortavam entre a massa escura e iluminava seu rosto. Passou a mão levemente sobre a crina de sua égua acariciando-a, exigiu muito de sua companheira, passou a madrugada toda cavalgando sobre cascalhos e terrenos íngremes enquanto subia as montanhas. Saltou de sua montaria e libertou Agro de um peso, pequeno e leve, escondido sobre lençóis brancos, lá estava o corpo de Mono.

O tempo estava frio, o orvalho da manhã estava congelado sobre a relva do cume da montanha, observou uma área verde de grama alta um pouco mais a frente.

-Agro, vá procurar algum lugar pra pastar e descanse um pouco. –disse dando-lhe um tapa leve no dorso e foi acompanhando o trotar de sua companheira com os olhos.

Voltou-se para Mono, colocou-a sobre seus braços. Ela estava fria como gelo, mais pálida que nunca e ao movê-la percebeu que seu corpo estava endurecendo. Pensar naquilo lhe trazia tristeza, era como se a morte zombasse dele a cada minuto que se passava, e isso ia lhe corroendo. Foi até o local onde o sol reluzia com mais intensidade e sentou-se sobre uma pedra fria colocando Mono sobre seu colo deitada sobre seu peito como ela sempre fazia. A luz invadia seu rosto pálido revelando suas feições meigas e tranquilas como se estivesse só dormindo.

-Ouça a voz do meu coração Mono. –Sussurrou Vander ao seu ouvido.

Olhou para o horizonte e percebeu o grande Reino de Tebas e mais distante ainda o vasto território de Prostatheon, virou-se para o outro lado e viu um grande vale, seu destino. Eu vou chegar até lá, eu sei que posso chegar.

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O Salão principal estava cheio, vozes ecoavam por todos os lados, vozes tristes, vozes surpresas, vozes iradas, todas ao mesmo tempo. Os grandes senhores dos territórios do sul se encontravam sentados nas cadeiras de honra ao redor do salão e perto deles sua guarda pessoal. Afros estava sentado na cadeira principal, encostado sobre uma das mãos fechadas claramente odiando toda aquela falação em seu salão. Desde que o corpo de sua filha sumira seus nervos estavam a flor da pele, dispensara palavras de conforto de seu outros filhos ou qualquer um que ousasse falar com ele, ameaçou cortar a cabeça daquele que não revirasse o mundo atrás de Mono e mesmo já passando por meio período da tarde não comera nada o dia todo.

Entre toda a movimentação do local, Afros observou um de seus cavaleiros desviando de todos e vindo ao seu encontro.

-Meu Lorde. –disse o cavaleiro curvando-se.

-Que noticias tem para mim?- disse o senhor com rispidez.

-Encontramos um ferreiro que diz saber coisas a respeito de sua filha.

Afros pôs-se de pé.

-Quero ele aqui agora!

-Sim Milorde, ele esta logo a porta. –Ao dizer isso o cavaleiro fez uma rápida reverência e saiu a passos apressados para a porta.

Ainda de pé o Senhor de Tebas arremessou uma taça na parede com força, o som do objeto se estilhaçando chamou atenção de todos no salão causando um silêncio quase imediato.

-TEMOS UMA TESTEMUNHA AQUI! –Vociferou- FECHEM ESSAS MATRACAS E DEIXEM-O PASSAR!

Todos no salão o encararam apreensivos, os escudeiros que se encontravam no meio se afastaram abrindo um caminho. O silencio era quase total, só se ouvia os passos pesados de três guardas acompanhando um homem de vestes sujas e cabeça sem nenhum vestígio de cabelo.

O cavaleiro que seguia a frente, alto e robusto, parou em frente ao homem careca e se dirigiu a Afros.

-Senhor, lhe apresento Laurren, o ferreiro.

Afros continuava de pé. 

-O que tem a me dizer ferreiro? Disse.

Laurren se ajoelhou.

-Senhor, peço que tenha piedade de meu amigo. Essa noite ele foi até minha ferraria e pegou algumas pontas de flechas, ele estava com seu cavalo e disse que iria até o vale pra lá das montanhas onde dormem os deuses.

O Lorde parecia confuso com a fala de Laurren, entendendo sua confusão o cavaleiro robusto pôs a frente e disse:

-O amigo ao qual ele se refere é Vander, o plebeu prometido de sua filha meu senhor.

Ouvir aquilo o atordoou.

-Que diabos Vander faria pra lá das montanhas? -Perguntou Afros. 

Varsian que se mantinha calado desde então finalmente falou:

-Você ferreiro! –disse apontando para Laurren. –falou que ele estava a cavalo, que cavalo é esse?

O homem careca vacilou.

-Bem... Na verdade não é um cavalo, é uma égua. Uma puro-sangue, um animal negro como a sombra.

-Vê meu pai. –continuou Varsian olhando para Afros. –Um animal negro, bate com as descrições dos camponeses. 

Afros desgrenhou seus cabelos brancos, quem o conhecia sabia que aquilo era sinal de que estava irado.

-Quer dizer então que Vander raptou o corpo de minha filha e esta tentando levá-la pra lá das montanhas? Que sabe ele de grandes jornadas assim? Morrerá escorregando num penhasco e cairá para sempre junto com minha filha que não terá um enterro digno! Maldito seja! O que ele pensa que esta fazendo? Minha filha deve morrer em paz! Maldito seja o dia em que a prometi a ele! Maldito seja!

Todos no salão observavam os gritos do senhor de Tebas, Varsian pareceu ignorar, virou-se novamente para Laurren.

-Você sabe alguma coisa sobre a espada sagrada?

-Quem se importa com aquela maldita espada, jogaria mil espadas no mais profundo mar para ter o corpo de minha filha! -Afros interviu. 

-Responda ferreiro! -Continuou Varsian.

O homem coçou a cabeça vazia.

- Quando Vander estava saindo eu percebi uma espada muito bonita banhada a ouro em sua cintura, nunca antes vi algo tão bonito.

-O desgraçado também roubou a espada!

Afros, então, gritou para todos que ali estavam.

-Quero o maior número de cavaleiros atrás daquele garoto! Encontrem minha filha, encontrem minha espada, uma afronta dessa a Tebas significa uma afronta ao Reino de Prostatheon! Darei quinhentas moedas de ouro aquele que matar Vander!



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O sol se punha atrás de Vander, a sua frente uma imagem aterrorizante se formava, uma grande fissura separava a base da montanha do grande vale. Em todo caminho que fizera naquela tarde algo lhe apertava o coração, sempre que olhava para o vale não via nada além de um imenso gramado verde claro cercado por mais montanhas como se fosse um imenso buraco, nada a mais que isso, nem mesmo uma árvore, nenhum templo ou até algum deus. Uma ideia sutilmente surgia em sua mente como uma voz conhecida. “Você veio até aqui atoa, não há como salvar os mortos! Não há nada ali, não há deuses!”. Lutou contra esse pensamento e prosseguiu. A cada metro que trotava a fissura ficava maior e maior até chegar ao limite e se deparar com o colossal precipício onde não se via o fundo e Vander teve a impressão de que este não existia, de uma extremidade até a outra havia cerca de cem metros, era impossível atravessar a não ser que houvesse... O rapaz se assustou quando viu, uma grande ponte juntava o vale às montanhas, não a tinha reparado desde que se aproximara, era como se tivesse surgido naquele momento. 

Cavalgou até ela. Toda sua estrutura era feita de tijolos de pedra amarela e mármore, gigantescas hastes se erguiam das sombras até sua base para dar sustentação do começo ao fim, uma engenharia magnifica que não poderia ter sido feita por construtores comuns. “Deuses” pensou enquanto fazia com que sua égua cavalgasse mais depressa sobre a ponte.

O caminho até o outro lado era estreito, Vander sabia do ponto fraco de Agro, “altura”. O animal relinchava toda vez que passavam pela vista de um precipício e aquele por acaso era o maior deles.

O rapaz apertou Mono contra o peito para não deixa-la cair de jeito algum, moveram-se assim até a metade da ponte quando o céu já escurecia a suas costas e ao passar da metade daquele caminho estranhamente como quem se transporta de um lugar para outro o sol da manhã surgiu novamente, iluminando um vale diferente daquele visto um passo atrás, uma enorme construção arranhava os céus se apresentava a sua frente.

-Vê isso Mono? A casa dos deuses.




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Fui!!!


5 comentários:

  1. Esse Laurren é dedo duro meu! e-é
    Espero que os cavaleiros não achem o Vander! ¬3¬

    Vai Vander! Força! \o/

    Gostei do capitulo! *-*

    Kissus♥

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    1. Dedo duro? Sei não ein... ele tinha alguns cavaleiros apontando a espada pra ele, acho que eu iria querer falar tbm, sem contar que ele quer meio que proteger Vander, ele acha que Vander pode acabar morrendo no caminho pra lá da montanha.
      kkkkkkk
      Valeu

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  2. kkkk minha especulação estava completamente errada... :( ... Tadinha da Momo.. e do Vander.. e do cavalo.. kkkkkk. muito bom a cada capítulo fica mais imprevisível.. nem vou mais especular.. (apesar de já ter umas idéias aqui) mas vamos ver o próximo

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    1. Tem que ser imprevisível msm, senão fica chato ..kkk ... Ideias ? Kkk pode falar ! Te dou uma bala se acertar .

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    2. kkkkkkkkk.. ok ok.. to pensando nas idéias

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