Hoje é quinta e como planejado é dia de Fic e cá estou lhes trazendo o capitulo 5, que até agora foi o que me deu mais trabalho porém o que eu mais gostei de escrever até agora. Ele esta um pouco comprido mas vocês vão entender o porquê enquanto estiverem lendo. Quero mandar um abraço especial a nossa postadora Vitória(Saky) e a minha grande amiga Carla Otome, que estão sempre acompanhando esses meus rascunhos desde o começo. Boa leitura!!!
Luz que aponta a direção
O grande templo da adoração ia se afastando a suas costas, Agro corria com ferocidade, aquele animal era capaz de sentir os seus sentimentos, eram transmitidos quando cavalgavam. Vander sabia que sua fiel companheira iria até o fim do mundo por ele e o mesmo ele faria por ela. A cada galope a duas respirações afagavam no silencio daquelas terras inabitadas. O som das patas dela contra o chão ecoava já que era a única fonte de barulho num raio de quilômetros.
De cima de Agro o rapaz levantou a espada ancestral contra o sol, a luz amarelada atingiu a lâmina e como um passe de mágica toda luz vou convergida em um único ponto. Um comprido raio de luz surgiu de sua espada, refletido do sol. Era como um farol, um imenso bastão luminoso que apontava para frente. O norte dali.
“A espada lhe servirá também como bussola.” Lhe disse Dornme, e aqui estava ela. Era incrível o jeito como as coisas aconteciam de forma estranha e sobrenatural naquele lugar. A ponte, o templo, a sombra viva, o tempo. Este que continuava a apontar uma linda manhã, mesmo já passando horas de cavalgada o sol continuava no mesmo lugar, como se o tempo tivesse parado na terra proibida.
A luz o levou até um grande paredão rochoso. Não haviam entradas nem saídas, só o que havia eram paredes de pedra até onde os olhos podiam ver da direita para esquerda. Era íngreme demais para se subir a cavalo. Ele desmontou de Agro e acariciou sua crina, seus braços doíam de tanto manter a espada erguida.
-Agora você espera aqui minha querida. Subirei ali e volto quando terminar.
A égua relinchou em resposta como se não gostasse da ideia, mas deixou-o ir.
Ele ajeitou seu arco nas costas junto as flechas, havia trinta consigo, mas ainda tinha o saco que pegara de Laurren na noite anterior. Quando começou a escalar o rochedo percebeu a fadiga em seu corpo, havia dormido pouco no cume da montanha e cavalgara a maior parte do tempo, não comera nem bebera nada, mas não era tempo de pensar nisso tinha um obstáculo na sua frente e qualquer descuido e todas as suas chances de rever Mono estariam por água a baixo antes mesmo de enfrentar os tais ídolos. Duas ou três vezes uma pedra cedeu aos seus pés o fazendo segurar mais forte, seu peito doía com as batidas alucinadas de seu coração, não queria olhar para baixo, não podia olhar para baixo.
Chegou ao topo do rochedo com as mãos raladas e novos buracos em suas roupas. Não sabia o que lhe esperava naquele local, levantou a espada, mas percebeu que onde estava era sombreado por grandes montanhas que impediam que a luz do sol chegasse até ele.
Caminhou sobre cascalhos e avistou algumas árvores, três macieiras verdejantes em contraste com o solo rochoso envolta. Aproximou-se e pegou uma maçã, não queria perder tempo, mas seu estômago lhe suplicara aquilo.
Deu a primeira mordida quando algo o fez cair no chão. Um tremor balançou as árvores fazendo cair a maioria das maçãs. “O que foi isso?” pensou. Levantou-se dolorido do chão quando um novo tremor aconteceu, dessa vez se segurou num tronco para não cair. Um bando de pássaros voavam assustados no horizonte, alguns segundos depois mais um tremor e mais um, e mais um, sempre com uns dez segundos de intervalo entre um e outro, cada vez mais forte e próximo. Era como se fossem passos.
Aquele pensamento o fez tremer, que tipo de criatura teria passos tão poderosos? Hesitou, seja o que for estava vindo em sua direção, pôs-se a correr e se abaixou atrás de uma pedra. Quando tomou coragem para virar-se e olhar seu estômago revirou. Algo gigantesco acabara de pisar nas arvores que estava instantes atrás. O pé era tão grande que esmagou as três arvores que estavam separadas cerca de três metros uma da outra. Vander ergueu seus olhos, um colosso surgiu a sua frente, uma espécie de urso com mãos e pés humanos, seu corpo era peludo com pelos que mais pareciam cipós, envolta dos membros e da cintura grandes estruturas de ferro e madeira serviam de braceletes e adereços para criatura. Ele carregava em uma de suas mãos uma espécie de bastão de pedra, que era maior que uma casa inteira.
O ídolo pareceu não notá-lo. Seguiu seu trajeto lento e pesado em frente. Quando deu mais três passos parou, levou a mão vazia a grande boca e bocejou da maneira mais humana possível, o que assustou ainda mais Vander. A maneira de andar, os passos lentos e a forma com que bocejava... Se todos aqueles ídolos representavam um pecado capital, Vander teve a certeza de que o primeiro que encontrara só podia ser um. A preguiça.
O rapaz se posicionara atrás do colosso. Sua pelagem era negra e seu corpo tão alto que sua cabeça estava exposta ao sol mesmo naquele lugar entre montanhas; Vander nunca foi muito bom em sistemas de medição, mas sabia que aquele monstro deveria ter uns cinquenta metros e algumas centenas de toneladas. A cada passo dado uma cratera se abria arremessando pedra e afundando o solo.
A única coisa que vinha até a cabeça de Vander era como poderia derrotar um ser daquele, mas deveria fazer, tinha que fazer. Pegou seu arco e armou sua flecha. Fez ângulo até o dorso do colosso esticando o máximo que podia para que a flecha tivesse mais força. Percebeu que seu braço tremia, não queria sentir medo, mas não podia evitar. Sentiu-se mal por aquilo, como uma pequena flecha faria mal a um monstro gigante? Não poderia derrota-lo, ele era imortal.
Vander então pensou no que Dornme havia lhe dito: “A espada ancestral que foi presente dos deuses aos humanos para que estes pudessem ferir qualquer imortal”, se aquela espada era realmente poderosa ele devia tentar, mesmo que a tentativa lhe custasse a sua vida, sabia que era difícil desde o principio. Guardou o arco e desembainhou a espada.
Disparou determinado em direção à criatura, afastou qualquer pensamento pessimista, seus cabelos balançavam ao vento enquanto corria. Quando se aproximou colocou dois dedos entre os lábios e soltou o mais alto assovio que conseguiu. O som agudo foi ampliado pelo lugar que o fez ecoar a quilômetros.
(opcional)
O colosso então parou, e Vander pode usar a única fraqueza visível naquele monstro, ele era lento. Pôde chegar bem perto de seu pé e ao olhar para cima percebeu uma enorme ferida na “panturrilha” um pouco abaixo do joelho. “Se eu ao menos alcançasse” pensou. Então reparou que em toda sua perna assim como por todo o corpo era coberto por pelos enormes. Ele não queria pensar sobre o assunto, simplesmente saltou e agarrou a pelagem do pé direito do gigante.
O ídolo virou-se de um lado para o outro procurando a origem daquele som, pareceu atordoado e então soltou mais um longo e forte bocejo. Enquanto isso Vander tentava escalá-lo, usava todo aquele pelo como corda de sustentação, a textura era áspera e causava muita dor, mas sabia que se caísse ali poderia ser esmagado. A subida ficou mais difícil quando o ídolo voltou a andar, a perna em que estava levantava vários metros do chão e em seguida era pisada de volta, o impacto com o chão fazia com que o corpo do rapaz fosse forçado para baixo. Para que não caísse a cada passo, ele dava várias voltas no pelo em sua mão, então não só suas mãos doíam, mas todo seu braço.
O colosso não havia o notado enquanto subia sua perna, a ferida estava a sua frente. Uma grande cratera negra e em carne viva, o odor embrulhava seu estomago, mas sabia que pelo aspecto aquela ferida devia estar incomodando e ele tinha que explorar isso.
Quando a enorme perna estacionou no chão, Vander se jogou em cima da ferida com a espada em mãos, enterrou-a no coro até que só o cabo ficasse a mostra. Nada aconteceu. Era como tentar espetar um elefante com um alfinete. Então por instinto puxou a lamina para os lados como um açougueiro corta a carne, um liquido negro começou a emergir, era o sangue. Um assustador rugido irrompeu no lugar, a criatura sentiu o golpe, tombou para frente com seu pesado corpo e tropeçou sobre um monte de pedras. Caiu apoiando as duas mãos no chão, o imenso bastão que segurava foi arremessado metros de distancia. Inclinou-se levemente e levou a mão em seu machucado que latejava.
Ainda tonto pela queda, Vander tentava levantar-se quando viu a imensa mão vir na sua direção, arrancou a espada do couro e saltou para a parte peluda segundos antes de a mão atingir o local e começar a coçar a ferida freneticamente. Foi quando Vander teve uma ideia perigosa. Guardou a espada e saltou para as costas da mão gigante que já estava sendo erguida no ar.
Ele se engrenhou sob os pelos para não cair e manter-se escondido. Seu coração batia tão forte que quase conseguia ouvi-lo, sua respiração ofegava e por mais que tentasse se acalmar era inútil. O colosso usou suas mãos de apoio para se por de pé, porém pareceu ainda não nota-lo. Ao levantar-se começou a caminhar lentamente atrás de seu bastão de pedra. Quando o recuperou voltou ao seu trajeto original como se nada tivesse acontecido, quando andara mais três passos bocejou novamente levando a mão vazia à boca, era tudo que Vander queria.
Saiu de seu esconderijo e encarou o colosso a sua frente, seus olhos eram bem redondos como botões e brilhavam em azul como estrelas, estava ali o rosto daquilo que deveria matar. Vander se balançou em um dos “cipós” e se lançou sobre o nariz da criatura que enfim pareceu nota-lo, pois seus olhos se arregalaram, mas era tarde demais, antes de qualquer reação o garoto ergueu sua espada golpeou o olho direito o cegando na hora.
O sangue negro esguichou como água, o ídolo urrou de dor pressionando o olho ferido entre os dedos, o garoto tratou de sair dali rápido se pendurando nos longos cabelos subindo até a cabeça da criatura que balançava de um lado pro outro dificultando a subida.
Cego e desorientado ele cambaleava para os lados destruindo tudo a sua volta, começou a golpear com o bastão cegamente o nada caminhava em direção a uma queda sem nem mesmo perceber.
Vander estava em pé sobre a criatura, àquela altura o sol já o atingia, mesmo sem saber o motivo um leve instinto fez com que ele levantasse a espada. A arma ancestral erguida sob o sol reluziu mais uma vez, só que agora sua luz apontava para a cabeça do gigante a seus pés. Um enorme símbolo luminoso surgiu e ele teve somente uma certeza.
Enquanto a criatura golpeava loucamente o ar o garoto se segurou com uma das mãos e brandiu a espada com a outra, em frações de segundou a lâmina estava cravada no crânio colossal sob a marca luminosa que instantaneamente desapareceu. Mais sangue esguichou pintando o corpo de Vander de preto. O ídolo trovejou como se soltasse o ultimo grito de agonia e soltou sua arma que caiu sobre o chão pesadamente. Fez-se silêncio. Nada mais se ouvia.
Sobre a criatura ele começou a sentir suas entranhas gelar, o vento batia cada vez mais forte em seu rosto e se segurar estava ficando difícil. Em alguns instantes finalmente percebeu, Ele estava caindo! . Olhou para baixo e percebeu o grande paredão de rochoso que escalara pouco tempo atrás, era o abismo em que o colosso da preguiça estava mergulhando. A essa altura sob um peso tão grande não haveria chance de sobreviver. Pensou em sua égua, “Por favor, Agro não esteja ai embaixo.”, pensou no que Dornme falou, “Não é tão fácil quanto você pensa.” Seus cabelos revoavam com a queda, o céu ia ficando mais distante e o chão mais próximo. “Pelo menos consegui matar um, ninguém mais conseguiu”, “Mas de que adiantou? Irei morrer agora e Mono apodrecerá sobre aquele altar a minha espera”, “Mono!”, sua cabeça ardia como em chamas.
-EU NÃO VOU MORRRER! –Berrou um segundo antes da queda.


Ownt! *u*
ResponderExcluir~abraço~
AAÊÊÊ!!! (ノ; u ;)ノ彡┻━┻
ESPEREI ESSE CAPITULO A SEMANA TODA! ~rebola~
CARA TÁ MUITO FODAAAA! ٩(๑òωó๑)۶
~essa musica de fundo me animou~
Esse capitulo ficou ótimo! Amei! <33333
Me identifiquei com esse colosso da preguiça! (•ө•)
AGROOOOO NÃOOO MORREEEEEEEE! VOCÊ PRECISA VIVER!! щ(ಥДಥщ)
Vander tá Valentão! ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Kissus♥
kkkk Obrigado ! Eu tbm gosto dessa música, ela tem td a ver com a história... Colosso da preguiça é nós!
ExcluirAgro? eu me preocuparia mais com o Vander que despencou preso a 500 toneladas de carne ...kkkk
Vander valente? pode se dizer q si, eu no lugar dele já tinha juntado minha trouxinhas e ido em bora kkk
"to indo embora, um homem não chora"
bjos
E não é dificil acompanhar.. porque é muito gostoso de ler.. u.u .. agora.. .. é um "Colossão" .. kkkkk tadinho do nosso bravo protagonista (é o amor).. como sempre meu grande amigo o.< .. parou o capítulo na hora H.. kkkkk
ResponderExcluir**brigada pela dedicatória \o/ **feliz da vida aqui**
Muito bom como sempre.. e a musica do fundo só tornou tudo mais real...
Ansiosa para o próximoo.. >3<
kkk muito obrigado! É coitado dele ...kkk... sim eu tenho que parar numa parte intensa para forçar a lerem o próximo kkk, a musica é muito boa mesmo...
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