
Hallo! Como vão? Espero que estejam bem. Eu sei que disse que nesta semana iria haver muitas postagens, mas digamos que eu sou um desastre de blogueira e acabei me distraindo lendo e estudando russo -q Mas há pelo menos uma coisa sendo cumprida em tudo o que eu disse na minha última postagem: o retorno de Scarlet Project, a fanfic que não é bem uma fanfic porque é tudo original -q Então aqui está, totalmente pronta, tirando o fato de que não tem banners decentes, mas que logo serão substituídos por alguma coisa que não tem plano do fundo retirado do Google. Deu trabalho para fazer o capítulo, sentei aqui às seis da tarde e não levantei até agora, então quem tiver interesse em ler estará agindo com muita gentileza e vai ganhar uma tekpix, a câmera mais vendida do Brasil, mas que ninguém nunca viu -q Boa leitura!
"Um mundo estilhaçado pela guerra e coberto pela maldade de humanos ambiciosos. Um mundo que piorava a cada dia que sucedia. Um mundo manchado de sangue e que transformou-me em uma máquina com potencial extremo para matar, em prol de mais destruição."

Flashback
A morte iminente aguarda de um
lado, enquanto de outro, há uma alternativa de consequências
desconhecidas. Quando se está em uma batalha pela vida, não
avalia-se os riscos do desconhecido. Qualquer coisa é feita para
salvar-se da morte e foi esta a atitude que tomei. Já era chegada a
hora de fugir, não poderia deixar-me definhar até que minha
existência tornasse-se apenas uma sombra. Bons soldados morrem em
batalha, lutando por suas vidas e pelas causas que lhes importam.
Lutaria até o fim, em plena situação de desespero, pulando para o
desconhecido.
Corria desesperadamente, assim
como a caça agonizante foge de seu caçador. Estava ferida e
mover-me com agilidade era um desafio, minha fraqueza apenas piorara,
todavia morrer não era uma opção plausível. A morte não
levar-me-ia consigo, de maneira alguma. Aqueles homens de fardas
brancas jamais pegar-me-iam, poderiam utilizar quantos explosivos
quisessem, poderiam atirar e até mesmo fuzilar-me como fariam assim
que encurralassem-me, mas eu encontraria uma maneira de sobreviver.
Os passos de suas botas ganhavam mais intensidade de acordo que sua
velocidade aumentava e eu tentava despistá-los, mas era impossível.
Estava demasiada debilitada para tal, já não conseguia correr.
Minhas pernas perdiam a pouca força que possuíam e o que mais temia
acontecera: fui ao chão. Caí de joelhos, de forma pesada e ruidosa.
Tentei levantar logo em seguida, mas minhas pernas não tinham
firmeza. O medo tomou a minha mente. Os passos ruidosos dos soldados
que carregavam metralhadoras cessaram-se, logo atrás de mim. Engoli
em seco e como se tudo passasse lentamente, ouvi o som das armas
sendo destravadas de forma sincronizada. Meu fim estava decretado. No
exato segundo em que os disparos iniciaram-se, movi meus braços de
forma brusca e involuntária, gritando a plenos pulmões um “Não!”
e uma assustadora energia azul saída de mim seguiu a direção de
meus braços, fechei meus olhos, apavorada. Os disparos cessaram-se
misteriosamente e ouvi um alto ruído de metal sendo dilacerado
juntamente de gritos agonizantes e desesperados. Senti ser atingida
por algum pedaço de algo, que fez com que derrubasse-me bruscamente,
de cabeça no chão.
Os sons pararam. Abri meus
olhos, ainda deitada no chão e deparei-me com um cenário caótico e
assustador: o corredor branco e iluminado encontrava-se parcialmente
apagado, as lâmpadas embutidas haviam sido explodidas e um enorme
rasgo havia sido aberto nas paredes de metal branco, exibindo em um
dos lados a visão do exterior, o céu que há tempos não via. Como
se nada disso fosse surpreendente o bastante, os homens que
perseguiam-me tiveram seus corpos dilacerados e desfigurados.
Cortados ao meio, cabeças decepadas e braços e pernas largados ao
chão junto dos escombros. As paredes e o chão estavam tingido do
líquido rubro que anunciava a morte daqueles desgraçados que
caçaram-me. A cena era macabra e eu encontrava-me assustada, no
entanto, sorri. Era aterrorizante e recompensador ver os “caçadores”
mortos e uma parede dilacerada que permitir-me-ia alçar a liberdade
após o tempo que pareceu eterno, todavia não saía de minha mente
que eu havia feito aquilo com minhas próprias mãos. Eu já não era
mais a mesma, transformaram-me em alguém capaz de realizar atos de magnitude monstruosas.
Estava mais fraca do que
antes. Ainda não tinha firmeza em minhas pernas e comecei a
arrastar-me em direção da enorme abertura que possibilitaria a
minha saída daquele local. Fiz isso com uma agilidade que não
esperava tendo em vista o meu estado e ao chegar à fenda enorme,
apoiei-me e olhei para baixo. Ali estava o oceano. Não hesitei,
empurrei-me para a frente e saltei. Tinha plena certeza que poderia
morrer com a queda, mas aquela seria a única forma de sair do
laboratório onde era uma cobaia humana. Senti o vento gélido e
pouquíssimo tempo depois a queda dolorida contra a água salgada.
Senti-me desacordar.
Flashback
Minha cabeça doía. Estava
despertada e pedia que nada do que havia acontecido fosse apenas um
sonho. Abri os olhos, porém tudo estava embaçado. Cocei-os e
percebi estar em um local diferente. Eu estava deitada em uma cama de
solteiro, em um quarto com quadros, uma cômoda de madeira e uma
penteadeira. Havia também uma sacada aberta, onde as cortinas
marrons dançavam com o vento.
Olhei para mim mesma e percebi
que estava vestida. Um enorme sentimento de dignidade preencheu-me.
Sentia-me humana novamente. Havia até esquecido como era usar
roupas, pois como apenas uma cobaia, este tipo de coisa era um
empecilho desnecessário para os cientistas do governo.
Levantei-me lentamente, sentindo
meu corpo doer por motivos óbvios. Andei devagar em direção da
sacada e empurrei as cortinas, indo ao pequeno espaço. Senti-me
mais viva do que nunca ao olhar a paisagem. A minha tão amada São
Petersburgo, a cidade onde havia nascido e crescido antes de ser
enviada para as fronteiras russas para batalhar durante a Terceira
Guerra Mundial e para onde retornei quando o mundo havia entrado em
colapso, assim que comecei a participar de uma resistência contra o
governo estabelecido em uma cidade subterrânea que agora era a nova
capital da Rússia.
O céu estava estranhamente azul
e o Sol brilhava, formando um belíssimo conjunto. A cidade agora
devastada por causa da guerra tinha uma paisagem diferente,
construções em ruínas, rachadas e pinturas descascadas pela ação
do tempo e a natureza começava a tomar espaço. Mesmo tendo deixado
seus dias de vida para trás, São Petersburgo não perdia a sua
beleza. Era uma cidade bela apesar de destruída, onde os pássaros
cantavam mais harmoniosamente do que qualquer sinfonia, no entanto,
não poderia ficar a observar, deveria saber como havia ido parar
naquele local e falar com alguém pertencente à resistência, da
qual costumava ser capitã antes de ser sequestrada.
Saí da sacada e andei em direção
da porta, que encontrava-se fechada. Comecei a ouvir uma bela melodia
sendo tocada em um piano. Havia alguém em casa. Percebi um castiçal
de vidro em uma pequena mesa ao lado da porta e peguei-o, pois de
maneira alguma eu confiaria em alguém, mesmo que tivesse salvo minha
vida. No mundo em que vivia, deveria prevenir-se de tudo e todos,
pois até respirar era algo perigoso.
Abri a porta lentamente e saí do
quarto. Comecei a andar através de um corredor razoavelmente longo
daquele apartamento espaçoso e ao terminá-lo, olhei para o lado,
vendo o piano. Andei dois passos à frente e vi um rapaz de estatura
mediana, cabelos negros e pele quase pálida tocando a melodia,
distraidamente. Fiquei a fitá-lo, até que o mesmo percebeu minha
presença, errou as notas e olhou para mim, de forma assustada.
-Largue isso, por favor!-
Exclamou, olhando diretamente para o pesado castiçal em minhas mãos.
-Com uma condição. Diga-me quem
é e que não fará mal algum a mim.- Ordenei, com firmeza e sem
esboçar qualquer tipo de expressão em minha face, assim como fazia
durante as missões da resistência, a Soprotivleniye Mertvykh.
-Eu sou Alexander Hjertsson!
Jamais faria algum mal a você, eu, ou melhor, nós te
salvamos!- Disse, assustado. Consegui ver sinceridade em suas
palavras. Larguei o castiçal em cima do piano.
-Explique o “nós”.- Disse ao
rapaz moreno.
-Eu e meu amigo te salvamos.- Fez
uma pausa e virou a cabeça para o lado.- Christer! Ela acordou!-
Gritou, de forma que até assustou-me, pois não esperava tal ato e
prontamente surgiu de um segundo corredor menor um rapaz alto, de
cabelos longos e loiros, sorrindo e segurando uma bandeja com algumas
bolachas. Colocou-os em uma mesa na sala onde estávamos, que só
agora reparara que havia xícaras, mais alguns alimentos e um bule de
café.
-Acordou em boa hora, sente-se!-
Apontou uma cadeira.- Alex fez estes biscoitos para o café.
-Este é Christer Lundholm, o meu
amigo.- Alexander apresentou-o brevemente e sorri.
Sentei-me na cadeira apontada
pelo rapaz e ambos sentaram-se em outras duas. O ambiente daquele
local era leve e animado, os rapazes eram incrivelmente
bem-humorados. Alexander deu-me uma xícara e Christer fez questão
de servir o café. Peguei um dos biscoitos na forma e comecei a
comê-lo. Estava maravilhoso. Havia muito tempo desde que eu não
comia decentemente, pois a alimentação no laboratório era feita a
partir de tubos inseridos na garganta e que quase faziam-me afogar.
-Como vocês me acharam?-
Perguntei aos rapazes.
-Encontramos-te desmaiada na
praia há quatro dias. Estava horrivelmente ferida e com hipotermia,
te levamos para cá e cuidamos dos machucados. Não entendemos como
estava viva, muito menos com batimentos normais.- O loiro explicou,
gesticulando.
-Também gostaria de entender
como sobrevivi…- Disse, relembrando da noite de quatro dias atrás.
-Como se chama?- O moreno
perguntou, curioso, enquanto eu partia para o terceiro biscoito.
-Scarlet. Scarlet Ivanovich.-
Respondi e os olhares de ambos travaram em mim. Christer tirou a
xícara da boca e Alexander paralisou-se. Senti-me orgulhosa em falar
meu nome pois desde meu sequestro eu não era nada mais do que algo
chamado de “Projeto 13”, mas tamanha surpresa de ambos deixou-me
assustada.
-Capitã… Ivanovich?- Ambos
falaram em uníssono. Senti que poderia desmaiar de tamanha surpresa
e felicidade. “Capitã Ivanovich”. Era assim que os membros da
Soprotivleniye Mertvykh chamavam-me desde que tornei-me parte da
resistência, quando os líderes da mesma convidaram-me a participar
e eu aceitei sem hesitar. Sem dúvidas aqueles rapazes eram membros
da resistência e isso fazia-me mais feliz ainda.
-Sim!- Exclamei, sorrindo. Aquele
momento parecia ser um sonho bom.
-Onde você estava?! Todos
almejam o seu retorno, Ivanovich!- Christer disse, dando um gole em
seu café.
-Fui sequestrada em missão e
virei cobaia humana de um laboratório, do qual consegui fugir ontem.
Sinto saudades da Mertvykh!
-Entramos um ano após seu
desaparecimento, Capitã. Nos contaram sobre você assim que chegamos
à Rússia, quando fugimos da Suécia. Os líderes mantiveram seu
posto intacto, desde que você sumiu há dois anos! Será muito bom
ter você de volta!- Alexander disse, sorrindo. Surpreendi-me ao
saber que aguentei dois anos de sofrimento naquele maldito
laboratório.
-Acho que deveríamos levá-la
até a sede, concorda, Ivanovich?- Christer perguntou.
-Mas é claro que concordo!
Podemos ir o quanto antes, já estou em condições de fazer uma
caminhada.- Respondi, sorrindo. Eu estava mais feliz como nunca
sentira-me antes. Mal podia acreditar que após longos dois anos de
tortura eu retornaria para a organização que quase significava
família para mim. Eu, Scarlet Ivanovich, estava de volta.
-Скаплет Проект-
E aqui está, o primeiro capítulo reescrito de Scarlet Project! O que acharam? Se estiver bom, eu continuo a publicar mais capítulos. Do um para a frente, a trama ganhará mais ação e muitas coisas se desenrolarão!
Essa é uma das minhas originais favoritas, foi a que mais demorou para ser construída, é um projeto meu que vem sendo feito desde o começo de 2013, se não me engano. Foi feita nos mínimos detalhes, acreditem, Scarlet Project tem até um modelo de mapa-múndi pós-guerra, para que não faltasse nada em momento algum, sem dizer as ajeitadas que estou dando para reescrever tudo.
Pretendo postar capítulos novos todas as sextas-feiras à noite.
Se tiver algum erro me avisem, eu nunca reviso meus capítulos -q Sempre acho que nada estará errado, mas às vezes acontece de errar uma vírgula ali, um ponto aqui...

No céu tem pão?
ResponderExcluir-Pétri Pétriduh
Eu não sei, menino Petry. Vai catar o Predo para mim e stop the zoeira, pls -q
ExcluirOi Tia Nyu!! quanto tempo!!!
ResponderExcluirhahah muito interessante mesmo pesquisar sobre do seus ancestrais... Menina, no google de hoje tem de tudo u.u não sei como que as pessoas conseguem deixar tantas informções assim. Bom, os que eu pesquisei não sei se é 100 % verdade, mas acredito que meu sobrenome existe desde muitos séculos atras, uma família mega antiga no Japão.
Adoro alemanha! E achei muito interessante, ´poxa, ferreira é os preciosos dos guerreiros. Os que forjavam as armas dos soldados! xD
Kiss
Pois é, o Google é muito completo! Nunca imaginei que poderia encontrar algo relacionado à minha família, encontrei pouca coisa lá, mas foi o suficiente para sanar a minha curiosidade.
ExcluirTambém gosto muito da Alemanha! Sim, é interessante ^^ Ferreiros foram muito importantes há tempos atrás, uma profissão admirável.