15/11/2014

Scarlet Project 1 - Fight for freedom.















Hallo! Como vão? Espero que estejam bem. Eu sei que disse que nesta semana iria haver muitas postagens, mas digamos que eu sou um desastre de blogueira e acabei me distraindo lendo e estudando russo -q Mas há pelo menos uma coisa sendo cumprida em tudo o que eu disse na minha última postagem: o retorno de Scarlet Project, a fanfic que não é bem uma fanfic porque é tudo original -q Então aqui está, totalmente pronta, tirando o fato de que não tem banners decentes, mas que logo serão substituídos por alguma coisa que não tem plano do fundo retirado do Google. Deu trabalho para fazer o capítulo, sentei aqui às seis da tarde e não levantei até agora, então quem tiver interesse em ler estará agindo com muita gentileza e vai ganhar uma tekpix, a câmera mais vendida do Brasil, mas que ninguém nunca viu -q Boa leitura!
"Um mundo estilhaçado pela guerra e coberto pela maldade de humanos ambiciosos. Um mundo que piorava a cada dia que sucedia. Um mundo manchado de sangue e que transformou-me em uma máquina com potencial extremo para matar, em prol de mais destruição."














Flashback
A morte iminente aguarda de um lado, enquanto de outro, há uma alternativa de consequências desconhecidas. Quando se está em uma batalha pela vida, não avalia-se os riscos do desconhecido. Qualquer coisa é feita para salvar-se da morte e foi esta a atitude que tomei. Já era chegada a hora de fugir, não poderia deixar-me definhar até que minha existência tornasse-se apenas uma sombra. Bons soldados morrem em batalha, lutando por suas vidas e pelas causas que lhes importam. Lutaria até o fim, em plena situação de desespero, pulando para o desconhecido.
Corria desesperadamente, assim como a caça agonizante foge de seu caçador. Estava ferida e mover-me com agilidade era um desafio, minha fraqueza apenas piorara, todavia morrer não era uma opção plausível. A morte não levar-me-ia consigo, de maneira alguma. Aqueles homens de fardas brancas jamais pegar-me-iam, poderiam utilizar quantos explosivos quisessem, poderiam atirar e até mesmo fuzilar-me como fariam assim que encurralassem-me, mas eu encontraria uma maneira de sobreviver. Os passos de suas botas ganhavam mais intensidade de acordo que sua velocidade aumentava e eu tentava despistá-los, mas era impossível. Estava demasiada debilitada para tal, já não conseguia correr. Minhas pernas perdiam a pouca força que possuíam e o que mais temia acontecera: fui ao chão. Caí de joelhos, de forma pesada e ruidosa. Tentei levantar logo em seguida, mas minhas pernas não tinham firmeza. O medo tomou a minha mente. Os passos ruidosos dos soldados que carregavam metralhadoras cessaram-se, logo atrás de mim. Engoli em seco e como se tudo passasse lentamente, ouvi o som das armas sendo destravadas de forma sincronizada. Meu fim estava decretado. No exato segundo em que os disparos iniciaram-se, movi meus braços de forma brusca e involuntária, gritando a plenos pulmões um “Não!” e uma assustadora energia azul saída de mim seguiu a direção de meus braços, fechei meus olhos, apavorada. Os disparos cessaram-se misteriosamente e ouvi um alto ruído de metal sendo dilacerado juntamente de gritos agonizantes e desesperados. Senti ser atingida por algum pedaço de algo, que fez com que derrubasse-me bruscamente, de cabeça no chão.
Os sons pararam. Abri meus olhos, ainda deitada no chão e deparei-me com um cenário caótico e assustador: o corredor branco e iluminado encontrava-se parcialmente apagado, as lâmpadas embutidas haviam sido explodidas e um enorme rasgo havia sido aberto nas paredes de metal branco, exibindo em um dos lados a visão do exterior, o céu que há tempos não via. Como se nada disso fosse surpreendente o bastante, os homens que perseguiam-me tiveram seus corpos dilacerados e desfigurados. Cortados ao meio, cabeças decepadas e braços e pernas largados ao chão junto dos escombros. As paredes e o chão estavam tingido do líquido rubro que anunciava a morte daqueles desgraçados que caçaram-me. A cena era macabra e eu encontrava-me assustada, no entanto, sorri. Era aterrorizante e recompensador ver os “caçadores” mortos e uma parede dilacerada que permitir-me-ia alçar a liberdade após o tempo que pareceu eterno, todavia não saía de minha mente que eu havia feito aquilo com minhas próprias mãos. Eu já não era mais a mesma, transformaram-me em alguém capaz de realizar atos de magnitude monstruosas.
Estava mais fraca do que antes. Ainda não tinha firmeza em minhas pernas e comecei a arrastar-me em direção da enorme abertura que possibilitaria a minha saída daquele local. Fiz isso com uma agilidade que não esperava tendo em vista o meu estado e ao chegar à fenda enorme, apoiei-me e olhei para baixo. Ali estava o oceano. Não hesitei, empurrei-me para a frente e saltei. Tinha plena certeza que poderia morrer com a queda, mas aquela seria a única forma de sair do laboratório onde era uma cobaia humana. Senti o vento gélido e pouquíssimo tempo depois a queda dolorida contra a água salgada. Senti-me desacordar.
Flashback

Minha cabeça doía. Estava despertada e pedia que nada do que havia acontecido fosse apenas um sonho. Abri os olhos, porém tudo estava embaçado. Cocei-os e percebi estar em um local diferente. Eu estava deitada em uma cama de solteiro, em um quarto com quadros, uma cômoda de madeira e uma penteadeira. Havia também uma sacada aberta, onde as cortinas marrons dançavam com o vento.
Olhei para mim mesma e percebi que estava vestida. Um enorme sentimento de dignidade preencheu-me. Sentia-me humana novamente. Havia até esquecido como era usar roupas, pois como apenas uma cobaia, este tipo de coisa era um empecilho desnecessário para os cientistas do governo.
Levantei-me lentamente, sentindo meu corpo doer por motivos óbvios. Andei devagar em direção da sacada e empurrei as cortinas, indo ao pequeno espaço. Senti-me mais viva do que nunca ao olhar a paisagem. A minha tão amada São Petersburgo, a cidade onde havia nascido e crescido antes de ser enviada para as fronteiras russas para batalhar durante a Terceira Guerra Mundial e para onde retornei quando o mundo havia entrado em colapso, assim que comecei a participar de uma resistência contra o governo estabelecido em uma cidade subterrânea que agora era a nova capital da Rússia.
O céu estava estranhamente azul e o Sol brilhava, formando um belíssimo conjunto. A cidade agora devastada por causa da guerra tinha uma paisagem diferente, construções em ruínas, rachadas e pinturas descascadas pela ação do tempo e a natureza começava a tomar espaço. Mesmo tendo deixado seus dias de vida para trás, São Petersburgo não perdia a sua beleza. Era uma cidade bela apesar de destruída, onde os pássaros cantavam mais harmoniosamente do que qualquer sinfonia, no entanto, não poderia ficar a observar, deveria saber como havia ido parar naquele local e falar com alguém pertencente à resistência, da qual costumava ser capitã antes de ser sequestrada.
Saí da sacada e andei em direção da porta, que encontrava-se fechada. Comecei a ouvir uma bela melodia sendo tocada em um piano. Havia alguém em casa. Percebi um castiçal de vidro em uma pequena mesa ao lado da porta e peguei-o, pois de maneira alguma eu confiaria em alguém, mesmo que tivesse salvo minha vida. No mundo em que vivia, deveria prevenir-se de tudo e todos, pois até respirar era algo perigoso.
Abri a porta lentamente e saí do quarto. Comecei a andar através de um corredor razoavelmente longo daquele apartamento espaçoso e ao terminá-lo, olhei para o lado, vendo o piano. Andei dois passos à frente e vi um rapaz de estatura mediana, cabelos negros e pele quase pálida tocando a melodia, distraidamente. Fiquei a fitá-lo, até que o mesmo percebeu minha presença, errou as notas e olhou para mim, de forma assustada.

-Largue isso, por favor!- Exclamou, olhando diretamente para o pesado castiçal em minhas mãos.

-Com uma condição. Diga-me quem é e que não fará mal algum a mim.- Ordenei, com firmeza e sem esboçar qualquer tipo de expressão em minha face, assim como fazia durante as missões da resistência, a Soprotivleniye Mertvykh.

-Eu sou Alexander Hjertsson! Jamais faria algum mal a você, eu, ou melhor, nós te salvamos!- Disse, assustado. Consegui ver sinceridade em suas palavras. Larguei o castiçal em cima do piano.

-Explique o “nós”.- Disse ao rapaz moreno.

-Eu e meu amigo te salvamos.- Fez uma pausa e virou a cabeça para o lado.- Christer! Ela acordou!- Gritou, de forma que até assustou-me, pois não esperava tal ato e prontamente surgiu de um segundo corredor menor um rapaz alto, de cabelos longos e loiros, sorrindo e segurando uma bandeja com algumas bolachas. Colocou-os em uma mesa na sala onde estávamos, que só agora reparara que havia xícaras, mais alguns alimentos e um bule de café.

-Acordou em boa hora, sente-se!- Apontou uma cadeira.- Alex fez estes biscoitos para o café.

-Este é Christer Lundholm, o meu amigo.- Alexander apresentou-o brevemente e sorri.

Sentei-me na cadeira apontada pelo rapaz e ambos sentaram-se em outras duas. O ambiente daquele local era leve e animado, os rapazes eram incrivelmente bem-humorados. Alexander deu-me uma xícara e Christer fez questão de servir o café. Peguei um dos biscoitos na forma e comecei a comê-lo. Estava maravilhoso. Havia muito tempo desde que eu não comia decentemente, pois a alimentação no laboratório era feita a partir de tubos inseridos na garganta e que quase faziam-me afogar.

-Como vocês me acharam?- Perguntei aos rapazes.

-Encontramos-te desmaiada na praia há quatro dias. Estava horrivelmente ferida e com hipotermia, te levamos para cá e cuidamos dos machucados. Não entendemos como estava viva, muito menos com batimentos normais.- O loiro explicou, gesticulando.

-Também gostaria de entender como sobrevivi…- Disse, relembrando da noite de quatro dias atrás.

-Como se chama?- O moreno perguntou, curioso, enquanto eu partia para o terceiro biscoito.

-Scarlet. Scarlet Ivanovich.- Respondi e os olhares de ambos travaram em mim. Christer tirou a xícara da boca e Alexander paralisou-se. Senti-me orgulhosa em falar meu nome pois desde meu sequestro eu não era nada mais do que algo chamado de “Projeto 13”, mas tamanha surpresa de ambos deixou-me assustada.

-Capitã… Ivanovich?- Ambos falaram em uníssono. Senti que poderia desmaiar de tamanha surpresa e felicidade. “Capitã Ivanovich”. Era assim que os membros da Soprotivleniye Mertvykh chamavam-me desde que tornei-me parte da resistência, quando os líderes da mesma convidaram-me a participar e eu aceitei sem hesitar. Sem dúvidas aqueles rapazes eram membros da resistência e isso fazia-me mais feliz ainda.

-Sim!- Exclamei, sorrindo. Aquele momento parecia ser um sonho bom.

-Onde você estava?! Todos almejam o seu retorno, Ivanovich!- Christer disse, dando um gole em seu café.

-Fui sequestrada em missão e virei cobaia humana de um laboratório, do qual consegui fugir ontem. Sinto saudades da Mertvykh!

-Entramos um ano após seu desaparecimento, Capitã. Nos contaram sobre você assim que chegamos à Rússia, quando fugimos da Suécia. Os líderes mantiveram seu posto intacto, desde que você sumiu há dois anos! Será muito bom ter você de volta!- Alexander disse, sorrindo. Surpreendi-me ao saber que aguentei dois anos de sofrimento naquele maldito laboratório.

-Acho que deveríamos levá-la até a sede, concorda, Ivanovich?- Christer perguntou.

-Mas é claro que concordo! Podemos ir o quanto antes, já estou em condições de fazer uma caminhada.- Respondi, sorrindo. Eu estava mais feliz como nunca sentira-me antes. Mal podia acreditar que após longos dois anos de tortura eu retornaria para a organização que quase significava família para mim. Eu, Scarlet Ivanovich, estava de volta. 

-Скаплет Проект-

E aqui está, o primeiro capítulo reescrito de Scarlet Project! O que acharam? Se estiver bom, eu continuo a publicar mais capítulos. Do um para a frente, a trama ganhará mais ação e muitas coisas se desenrolarão!
Essa é uma das minhas originais favoritas, foi a que mais demorou para ser construída, é um projeto meu que vem sendo feito desde o começo de 2013, se não me engano. Foi feita nos mínimos detalhes, acreditem, Scarlet Project tem até um modelo de mapa-múndi pós-guerra, para que não faltasse nada em momento algum, sem dizer as ajeitadas que estou dando para reescrever tudo.
Pretendo postar capítulos novos todas as sextas-feiras à noite. 
Se tiver algum erro me avisem, eu nunca reviso meus capítulos -q Sempre acho que nada estará errado, mas às vezes acontece de errar uma vírgula ali, um ponto aqui...


  

4 comentários:

  1. Oi Tia Nyu!! quanto tempo!!!

    hahah muito interessante mesmo pesquisar sobre do seus ancestrais... Menina, no google de hoje tem de tudo u.u não sei como que as pessoas conseguem deixar tantas informções assim. Bom, os que eu pesquisei não sei se é 100 % verdade, mas acredito que meu sobrenome existe desde muitos séculos atras, uma família mega antiga no Japão.

    Adoro alemanha! E achei muito interessante, ´poxa, ferreira é os preciosos dos guerreiros. Os que forjavam as armas dos soldados! xD

    Kiss

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    Respostas
    1. Pois é, o Google é muito completo! Nunca imaginei que poderia encontrar algo relacionado à minha família, encontrei pouca coisa lá, mas foi o suficiente para sanar a minha curiosidade.
      Também gosto muito da Alemanha! Sim, é interessante ^^ Ferreiros foram muito importantes há tempos atrás, uma profissão admirável.

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