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15/11/2014

Scarlet Project 1 - Fight for freedom.















Hallo! Como vão? Espero que estejam bem. Eu sei que disse que nesta semana iria haver muitas postagens, mas digamos que eu sou um desastre de blogueira e acabei me distraindo lendo e estudando russo -q Mas há pelo menos uma coisa sendo cumprida em tudo o que eu disse na minha última postagem: o retorno de Scarlet Project, a fanfic que não é bem uma fanfic porque é tudo original -q Então aqui está, totalmente pronta, tirando o fato de que não tem banners decentes, mas que logo serão substituídos por alguma coisa que não tem plano do fundo retirado do Google. Deu trabalho para fazer o capítulo, sentei aqui às seis da tarde e não levantei até agora, então quem tiver interesse em ler estará agindo com muita gentileza e vai ganhar uma tekpix, a câmera mais vendida do Brasil, mas que ninguém nunca viu -q Boa leitura!
"Um mundo estilhaçado pela guerra e coberto pela maldade de humanos ambiciosos. Um mundo que piorava a cada dia que sucedia. Um mundo manchado de sangue e que transformou-me em uma máquina com potencial extremo para matar, em prol de mais destruição."

09/09/2014

Aviso Scarlet Project















Olá! Como vão? Meu dia foi uma bosta, muito obrigada -q Sim, sente só o mau humor. Acho que eu ficaria rica se para cada cagada que eu fizesse eu ganhasse um real! Mas não é para falar das minhas idiotices que aqui estou, fazendo esta postagem. Quem se lembra desta fanfic, Scarlet Project? Eu parei de atualizá-la há um bom tempo e ontem, relendo-a, percebi que não está do jeito que eu desejei e há muitos buracos. A história em si estava sem qualquer sentido, então, este aviso é para avisar que Scarlet Project será reescrito, ganhará uma nova versão. Provavelmente amanhã já teremos o primeiro capítulo novamente, se eu tiver tempo. Está faltando alma na história, ela está de qualquer jeito -q
Aguardem!

30/06/2014

Scarlet Project 12- Increasing Danger












Hallo -q Como vão vocês, os dois filhos e o cachorro? HEIN?! WHAT THE HELL?! Já falei que Adams é a minha macumba para me concentrar para escrever? Aquelas músicas são incríveis -q E os clipes também... E o Adam e o Shota são lindos... E...Eu amo cantar Dizzy Love! Ok, parei. Eu ouvi tanto Adams ontem que sonhei que eu era o Shota... Eu fiquei tipo "que?" -Tá, agora eu parei de vez, só vão lá ouvir Dizzy Love -q
Eu sei que demorei eras para atualizar Scarlet Project, mas tudo se juntou de uma vez: falta de tempo e meu computador estragando (eu perdi todos os capítulos e estou reescrevendo-os). Já era para eu atualizar ontem, mas eu acabei decidindo dar continuidade a uma parte da oneshot que estou escrevendo com uma moça desu aí -q
Sem mais delongas, boa leitura!

18/05/2014

Resenhas: Scarlet Project e Dreamland


Não vou dizer oi, estou aqui o dia inteiro e como eu não desgrudei do blog esse tempo inteiro decidi fazer ainda hoje esta "resenha" das minhas duas fanfics, assim como o Ouma fez. Eu pensei em fazer só de uma das fanfics, mas eu estacionei e fiquei indecisa igual a quando eu entro num café e fico pensando se eu pego café ou chocolate quente -q (comparação horrível, hein?). 
À pedido do Ouma (foi um pedido?), aqui está a resenha! 

15/03/2014

Scarlet Project 11- Monochromatic broken skies


Oi lá! Olhem quem apareceu, eu! -q Imaginem a cena em que me encontro agora: três da manhã, escrevendo com sono, mas tanto sono que acabou saindo um Akira escrito como Aquira e ouvindo a música do capiroto na cama do Ruki -q Entendeu? Pois é, nem eu. Então, aqui está o capítulo onze, que demorou mais para sair do que eu acordando hoje de manhã que ainda não chegou. Boa leitura!

14/02/2014

Scarlet Project 10- Wake up, nightmares are not eternal


Bonjour les enfants! Comment êtes-vous? -francês, língua difícil do caramba, vou voltar pro meu alemão mesmo -q Sei lá, tava tentando falar umas coisas em français, tem que falar quase cuspindo, fazendo bico, tendo ataque asmático, ressuscitando o Luís XIV -q Então, vamos parar de bobeiragens, heute ist der zehnte kapitel der Geschichte! (hoje é o décimo capítulo da história). IT CONTAINS YAOI!
Sem mais delongas, boa leitura!


06/02/2014

Scarlet Project 9- Good days


Hey humanos! Eu disse que hoje tinha Scarlet Project, e aqui está! Esse capítulo deu umas quatro páginas no word e é só um desfecho pós resgate do Akira, por isso ele está cheio de coisas felizes, jogando purpurina na tela do seu computador. Eu não costumo escrever coisas felizes assim (eu fiz esse capítulo me segurando para não fazer mais confusão), então isso é novidade nas minhas fics! Sem mais delongas, boa leitura!


20/01/2014

Scarlet Project 8- Rescue



Hallo kinder! Chegay~ Como vão vocês? Eu vou bem e morrendo de calor (nobody yesdoor,Nyu). Primeiramente eu quero falar, feliz aniversário atrasado (fuso horário japa ¬¬) para o Aoi japonego. Segunda coisa, há a probabilidade de que eu comece a escrever mais uma fic, o nome dela vai ser Andere Welt, talvez.
Terceiro, esse capítulo de Scarlet Project está gigante, foram oito páginas no word e 3.602 palavras! Eu me empolguei e escrevi um capítulo desse tamanho, eu até pensei em cortar em duas partes, mas eu desisti, porque capítulos grandes são melhores do que capítulos pequenos.

Uma dica: Leiam esse capítulo ouvindo algum mix aleatório de dubstep para entrar no clima. (eu gosto de escrever cenas de ação ouvindo dubstep, me ajuda a entrar no ambiente das cenas)
Então, sem mais delongas, boa leitura!

14/01/2014

Scarlet Project 7- We are coming


Hallo kinder! Como vão vocês? Eu cheguei ontem da praia, mas eu só consegui vir aqui hoje para fazer alguma postagem. Ontem eu ainda estava terminando de escrever esse capítulo e hoje eu fiz o resto dele, era para eu ter vindo postar aqui mais cedo, mas me veio a ideia de organizar todas as trocentas fotos que eu tenho do Mana-sama e eu perdi algum tempo da minha tarde só fazendo isso, porque quando eu disse trocentas, eu realmente tenho trocentas fotos. Mas enfim, o que importa é que eu chegay divando aqui para atualizar essa fic! Hoje aparece uma personagem nova que eu estava doida para por aqui em Scarlet Project!

Tá, ok, sem mais delongas, boa leitura!

05/01/2014

Scarlet Project 6- A colorful lie



Hallo kinder! Como vão vocês? Chegay aqui trazendo mais um capítulo de Scarlet Project *joga confete* e esse tem uma coisinha diferente e que eu vou continuar pondo aqui na fanfic que é o Akira sendo a experiência da galerinha do mal do laboratório! Eu particularmente gostei muito desse capítulo, assim como todos os outros menos o cinco, porque o cinco era a obra feita quando eu estava morta de sono e não passava de uma introdução para esse capítulo que eu amei escrever!
Então, aproveitem e boa leitura!



Akira

Não fazia muito tempo que eu estava naquele local, mas a dor que eu sentia há algumas horas fazia com que os momentos passassem como uma eternidade. Uma eternidade sofrida e dolorosa.
A dor da tortura. A dor que eu, agora o experimento vinte, um simples corpo sem identidade passava. Sequer anestesia foi utilizada para seja lá o que for que fizeram comigo.
Sentia uma dor horrenda por todo meu corpo, meus batimentos acelerados, minha visão um pouco turva,tossia sangue, tudo girava, cada veia de meu corpo pulsava e eu me contorcia contra o chão iluminado na cor verde daquela sala de paredes metálicas negras, com um vidro negro também, de onde provavelmente me observavam.
Ouvi uma porta se abrindo e vi uma mulher de jaleco acompanhada por dois homens com roupas que só se usam em operações cirúrgicas que carregavam uma maca. Uma maca feita de metal. Eles se aproximaram de mim, me colocando na maca e agilmente prendendo meus braços e pernas, deixando apenas a minha cabeça livre.
-Seja bem-vindo a sessão de teste de resistência, vinte!- Ouvi a mulher que estava próxima falar, com um sorriso totalmente amigável. E entre gritos de dor eu fui sendo levado por um corredor metálico branco, todo iluminado por luzes brancas.
Eu passava e via muitas portas metálicas, com números estampados em preto “19,18,16,15,14...” haviam mais pessoas nessas condições?
Passei em frente a diversas salas, e paramos em frente a uma que me chamou a atenção: Uma sala com uma porta de vidro, com o número cinco. Aquela porta tinha manchas de mãos, manchas de sangue e logo atrás dessa porta eu podia ver um garoto de cabelos brancos, branquelo e que me encarava através do vidro, com o corpo magro sujo de sangue, gazes sujas com o mesmo vermelho e cicatrizes. Aquela cena me causou um nó na garganta e eu tossi mais sangue.
-Está vendo, vinte? Ele é um garoto forte! Você deve ser como ele!- E deu um sorriso amigável e que me dava vontade de espancar ela até a morte. Ela falava aquelas coisas sem utilidade para mim e eu provavelmente sofreria muito nas mãos dela, eu sabia disso só pelo maldito sorrisinho e o jeito que ela falava.
Logo entramos em uma sala branca, com apenas uma espécie de “tubo” cheio de água e algumas pessoas com pranchetas e de máscara cirúrgica.
Me soltaram e eu tentei lutar contra as pessoas que colocavam uma máscara com canos em mim e com rapidez me jogavam naquele “tubo”, colocando fios em mim e conectando a máscara, para receber oxigênio.
E numa fração de segundo eu comecei a sentir uma seqüência de choques fortes percorrendo o meu corpo e a dor só aumentou. Eu estava desesperado e me debatia, eu ia morrer ali. Eu ia morrer de uma forma desnecessária. Eu sentia medo.

Medo de morrer de tal forma.

Medo de não poder conhecer as tantas coisas que eu ainda poderia ver mundo afora.

Medo de nunca mais poder ver o Jun. Aquele que era irritante, mas eu amava.

Medo de não poder realizar mais missões.
Senti mais alguns choques doloridos e meu corpo começava a amolecer, eu não tinha forças, eu agonizava, meu corpo estava começando a enfraquecer. A minha visão começava a ficar embaçada e mais turva do que já estava e minha cabeça começava a pesar. A inconsciência apoderava-se de mim.


♣

Jun

Estávamos quase chegando a então entrada para a nova São Petersburgo. Ivanovich estacionou o jipe dentro de uma garagem cheia de escombros e até mesmo com alguns cadáveres.
-Por que parou aqui, Ivanovich?- Perguntei para a capitã e os rapazes fizeram a mesma pergunta que eu.
-Vocês não pensam, né? A próxima região é um campo aberto. Andar de jipe por ali chamaria muito a atenção. Se fosse para chamar a atenção, eu vestia vocês com um vestido verde-limão e mandaria vocês entregarem vodka para os guardas!- Senti um pouco de irritação na voz dela. Céus, como éramos lerdos.
-Disse a pessoa que tem o cabelo mais branco de toda a Rússia. - Ouvi Viktor provocando e lá estava eu e Marshall, apenas assistindo. Eu estava totalmente desesperado para salvar meu pequeno, mas se eu tentasse interromper, tenho certeza que eu perderia minha cabeça.
-E eu vou falar o que de você, que nunca apaga o fogo desse cabelo?
Vi Marshall se aproximar alguns passos para perto deles, interrompendo alguma coisa que Viktor ia responder para Ivanovich.
-Vocês sabem muito bem que podem se dar bem, sabe, os opostos se...-
-Marshall! Seu babaca de primeira categoria! Vai tomar o seu chá das seis com a rainha e...
-CALEM A BOCA! NÓS TEMOS ALGUÉM PARA SALVAR! NÃO É MOMENTO PARA FICAREM SE PROVOCANDO!- Gritei. Aquela discussão estava me irritando. Tínhamos alguém para salvar e mesmo assim eles conseguiam arrumar algum motivo para brigar entre eles. O silêncio reinou no local e eu vi Scarlet tirando um papel dobrado do bolso e uma canetinha vermelha com um pompom colorido e cheio de penugens.
-Muito bem, preciso de alguém que me fale como está a segurança do local, pois como estou desaparecida há três anos os padrões podem ter mudado. – A capitã começou e logo Viktor se aprontou em dizer.
-Continua o mesmo padrão de sempre, cinco em frente aos portões de entrada que só foram substituídos por novos no mesmo padrão dos antigos. Sem qualquer reforço ou coisa parecida.
-Ótimo, ótimo... E o posicionamento dos guardas?
-Continua o mesmo também, em frente ao portão.
-E as câmeras de segurança?
-Só aquelas três de sempre, com conexão aos alarmes e com resolução e zoom monstruosos.
-Ótimo!- E um desenho começou a ser feito na folha de papel rapidamente, mostrando o campo, os guardas, os portões, nós e os dutos de ventilação.
-Muito bem, prestem atenção. O nosso principal problema são as câmeras. Elas devem ser eliminadas primeiro, então iremos pelo caminho de escombros no lado esquerdo, indo até a parte superior dos portões e cortando todos os cabos com as facas, logo os sensores e as câmeras não serão mais problemas. O nosso segundo problema serão os cinco guardas, os quais devemos matar discretamente e puxar os corpos para a parte superior. Eu fico com os dois que estarão do lado direito, Jun fica com o do meio, Marshall fica com o que está do lado esquerdo do guarda do meio e Viktor fica com o último da fila, falando da direita para a esquerda. Entenderam?- Todos nós fizemos que sim.
-E como entraremos capitã?- Perguntou Marshall.
-Pela porta reserva que fica dentro da ventilação. Por isso teremos que reiniciar as hélices. Quando reiniciadas ficam por exatamente um minuto inativas, então precisaremos ser rápidos. Essa porta irá dar numa escadaria abandonada e nós teremos acesso total para a cidade. Entenderam?- Assentimos novamente e a capitã estendeu para nós algumas máscaras de gás, pedindo para que nós as colocássemos e vestíssemos os nossos capuzes, para que fosse uma forma de disfarce.

Scarlet

Estávamos todos abaixados no chão, sendo ocultados pela grama alta que crescia por toda a extensão daquele campo. Eu havia explicado a eles como se movimentar sem ativar os sensores e alarmes daquele local. Eu torcia para que eles não errassem um passo, pois qualquer deslize e passaríamos dessa para melhor.
Fomos nos rastejando até chegar a seqüência de escombros, nos levantando lentamente e sem qualquer ruído, passando por trás de inúmeros blocos empilhados, grades, pedras, placas metálicas, pedaços de asfalto... Sem nunca baixar a guarda e sem fazer qualquer ruído. O pessoal da guarda das cidades subterrâneas eram todos de elite, verdadeiros profissionais no quesito matar.
Chegamos rapidamente até o nosso destino: A parte superior dos portões de entrada.
-Que horas são agora, Marshall?- Perguntei para o rapaz e ele retirou de seu bolso um relógio que parecia ser um modelo muito antigo.
- Dezessete horas, Ivanovich.
-Então vamos logo, dezessete e quinze é a hora em que fazem a troca dos guardas.- Apressei-os para chegarmos mais perto do portão. Teríamos que ser rápidos, pois quando o pessoal substituto visse os outros guardas mortos, reforçariam a segurança de um jeito inacreditável, pois a cada cabeça cortada, nasciam mais três no lugar.
Escalei por primeiro a parte superior dos portões, sendo seguida pelos rapazes. Peguei Kaya, a minha tão querida katana que usei em inúmeras missões e cortei com precisão todos os fios de uma das câmeras e os rapazes com seus facões se encarregaram das demais.
Rapidamente dei o sinal para que matassem os guardas e assim foi feito, matamos com cortes precisos e puxamos eles para cima, quase nos contorcendo para não cairmos enquanto puxávamos os cadáveres. Deixei apenas um vivo para que pudéssemos conseguir informações.
-Ei...Capitã, porque você deixou ele vivo?- Perguntou Jun.
Imobilizei o homem que tentava fugir, segurando as mãos dele atrás de sua cabeça e com a outra mão eu segurava minha katana, rente ao pescoço do guarda.
-Me diga, cãozinho da Central de Segurança, qual é a senha para acessar os controles de ventilação? Poupo sua vida se for um bom garoto.- Falei sem qualquer emoção na voz. Aqueles caras da Central de Segurança eram uns verdadeiros desgraçados, mataram tantos da Obshchestvo e civis inocentes que eu não me importava de matar eles.
- Não perderei minha honra como soldado da Sagrada Cidade para contar algo assim à vocês, os pobres coitados do lado de fora, mulher.- Respondeu de forma ríspida e riu ao final, aquilo me irritava.
-Honra como soldado?! Por favor, não me fale algo como isso! Há muita honra por acaso em matar dos meus e civis inocentes por serem uma “inconveniência ao Governo”?!
- Estão sendo como nós então, se estão matando.
- Mas vocês são diferentes, não são dignos de pena alguma. Eu não perdôo nenhum de vocês pelo o que fazem. Agora pare de tentar enrolar e me diga a senha.
-Não!
- Me diga a senha e eu pouparei a sua vida. Veja que legal, se você for um bom garoto, eu deixo você livre para relatar que viemos fazer uma visitinha, esqueceu que os seus superiores vão adorar caçar mais algumas pessoas?- Dei uma risada ao final, falando tranquilamente, sem exibir qualquer sinal de raiva.
- NÃO ABRIREI MINHA BOCA PARA DIZER ISSO!-
-Tsvetkov, venha cá, segure ele para mim.- Pedi para Viktor, que veio rapidamente e segurou-o com força e eu fui para a frente do homem, apontando minha katana para ele.
-Então parece que eu vou ter que fazer as apresentações para te convencer...? Que chato...- Falei.
- Aquele garoto ali, é o Marshall. O nosso Inglês do Machado invadiu uma Cidade Subterrânea da França para salvar reféns e enfrentou homens armados só com seu machado. O outro, é Jun, um garoto que fez a desgraça da base cinqüenta e cinco acontecer num atentado para salvar sua mestra Nastya. - Fiz uma pausa, sentindo que certamente Jun me encarava surpreso de como eu tinha conhecimento daquilo. Nastya havia me contado. – E Jun estava sozinho. - Sobressaltei esse detalhe.
-Quem está te segurando é Tsvetkov, o responsável pelo planejamento contra o ataque do protocolo de extermínio, no inverno de quatro anos atrás, você deve conhecer. Ele fez a maior contagem de mortos naquele dia, matou quinze de cinqüenta. - A face do soldado já havia se tornado um meio espanto, pois eu tinha certeza de que esses acontecimentos deviam ser muito comentados entre eles.
-E você?- Perguntou com desprezo, dando um sorriso torto.
-Ivanovich. – Falei apenas o meu sobrenome, que era o meu pseudônimo. Nada mais era necessário, pois eu tinha um histórico gigante de ataques para resgates, invasões em diversas cidades além da presença na terceira guerra e um período de sobrevivência incrível, caminhando até São Petersburgo.
- A...A senha é 8537400, mulher. Mas não pensem que estou com medo de vocês, eu vou relatar a invasão para os meus superiores e...Vocês não sairão vivos daqui...- E deu uma risada insana. Ignoramos ele e fomos em direção a central de controle ao lado dos dutos de ventilação. Marshall fez questão de estourar a tampa com o machado.
-Não era melhor ter matado ele, Ivanovich?- Perguntaram Viktor e Jun.
- Ele já vai ser morto, por ter dado a senha para nós e não ter tentado nos matar. Ele será considerado uma inutilidade para o Governo, pois eles seguem o pensamento “de que adianta um soldado se ele não protege a cidade?” e vão reparar a nossa invasão uma hora ou outra, pode ter certeza.
- A tampa do controle de ventilação tá aberta.- Marshall avisou e Jun se aproximou do local, que tinha uma espécie de computador.
-Qual a senha, Capitã?
-8537400, Jun.- O rapaz digitou habilmente a senha e logo acessou toda a central, entrando em diversos menus diferentes, que indicavam diversas coisas, até que encontrou um que indicava o funcionamento geral. Ele colocou a mesma senha novamente e então, desligou e ligou rapidamente o sistema de ventilação. O monitor mostrava em vermelho os sessenta segundos que teríamos para passar pelas hélices da saída dos dutos.
-Vamos!-Alertei e fomos correndo, os rapazes entraram por primeiro e eu atravessei as hélices por último, porque caso houvesse mais algum guarda, eu me encarregaria dele.
Golpeamos a porta com força, até que ela cedeu. Estávamos agora na vista privilegiada daquela cidade, naquela escada. Havíamos entrado na enorme cidade que erguia-se por debaixo da terra.
O lugar onde as pessoas apenas conheciam o céu artificial, criado holograficamente. O lugar onde tudo era artificial. O lugar onde ninguém sabe o que é natureza. O lugar onde você vive submisso ao Governo mas não sabe. O lugar onde só há um criminoso: O Governo. O lugar onde há a mais falsa segurança do mundo. O lugar construído em cima de mentiras horrendas ocultas, assim como nas outras cidades.
Sejamos bem-vindos a Nova São Petersburgo, um lugar tentador, uma verdadeira casa de gengibre, um lugar com as fundações cravadas na mentira e na crueldade.

Cá estávamos nós, olhando para a cidade sendo colorida por painéis de LED coloridos, cheio de arranha-céus e algumas residências das pessoas mais simples. Cá estávamos nós, cada vez mais perto de salvar Akira.

-Scarlet Project-

Acreditem. Eu não queria matar os guardinhas. Mesmo sabendo o quão maus eles são. Isso tudo porque parece que o pessoal da organização é igual ou pior, matando, manjando dos paranauês dos homicídios e atentados O.o
Logo logo teremos mais um personagem e mais cenas Akira x Jun e possíveis flashbacks do Aki!
Eu não tenho muito o que dizer nessas notas finais, apenas que eu amei fazer a discussão entre Viktor e Scarlet e descrever a canetinha que ela usou para desenhar a estratégia!
Então, o que acharam?


01/01/2014

Scarlet project 5- Mission



Hallo kinder! Chegay seus lindos! Como vão vocês? Eu estou bem e tive ideia para postagens, depois de alguns milênios pensando no que postar além de Scarlet Project. Provavelmente eu vou começar um quadro sobre animes estranhos!
Então, indo ao assunto: terminei de escrever o quinto capítulo de Scarlet Project (woa, já estamos no cinco!) e vim correndo para postá-lo. Não está lá essas coisas, mas ele é como uma introdução para os acontecimentos futuros. (essa bagaça vai pegar fogo daqui uns dois capítulos!).
Aproveitem e boa leitura!

Capa feia pq sim

JUN

Sequei as lágrimas, chorar não serviria para nada. Eu estava determinado a salvar o meu pequeno. Era meu dever deixá-lo protegido. Eu o salvaria não importava quantas vezes. Me levantei, de cabeça baixa e falei em um tom sério:
-Vamos salvar Akira.
-Sim, nós vamos agora mesmo- Ivanovich levantou-se do meio fio e olhou para mim, demonstrando determinação e coragem.
-Agora?! Isso seria suicídio, Capitã!- Alertou Marshall, demonstrando certa preocupação. –Ao menos deveríamos pedir reforços, Ca... – Ivanovich se aproximou dele, fazendo-o não terminar a frase.
-Essa missão deve ser discreta, sem reforços. – Fitou-o com um olhar no mínimo assassino.
- E as armas, Ivanovich? Estamos em desvantagem e perderíamos muito tempo se voltássemos para a Central da Obshchestvo. –Interrompeu Viktor, com um ar pensativo, ele parecia estar em dúvida com as idéias da Capitã.
- Estamos perto do palácio de inverno, Viktor. Vamos usar as armas que estão armazenadas lá. – Um sorriso medonho desenhou-se nos lábios da moça de cabelos brancos. Os olhares de Marshall e Viktor foram tomados por espanto.
-Mas Ivanovich as armas de lá são... –
- Proibidas para a utilização não autorizada, você acha que eu não sei, Tsvetkov?- Cortou a frase do ruivo e riu de uma forma medonha. Scarlet me dava até arrepios desse jeito. Eu só observava a discussão entre eles.
-Você vai roubar as armas da organização em que você é capitã, Scarlet?! – Marshall questionou, sem parar de mexer as suas mãos, demonstrando nervosismo.
- Roubar não, vamos pegar emprestadas. – Eu tive que segurar uma risada nesse momento, embora eu estivesse muito preocupado.
- “Pegar emprestadas”? Me poupe, Ivanovich. – Marshall disse, dando um riso mínimo.
- Não haverá problemas de pegarmos armas se for para salvar alguém. Principalmente quando se tratam daqueles caras. Sei muito bem como eles são. Depois eu me entendo com os superiores. – Scarlet deu um sorriso mínimo, em demonstração de confiança.
- Eu acho que concordo com a Scarlet. – Viktor suspirou, remexendo a cabeleira ruiva.
- E você Jun?- Perguntou Scarlet, me encarando como se pudesse ver através do meu olhar.
-Eu concordo com você, Scarlet.  Vamos pegar as armas no palácio de inverno! EU QUERO SALVAR AKIRA! MESMO QUE EU PRECISE MORRER POR ISSO! – Exclamei. Vi as expressões se tornarem de surpresa, exceto a de Scarlet. A capitã apenas sorriu para mim.
- Esse é o espírito, jovem!- Scarlet bateu no meu ombro com uma força descomunal, animada. Eu estava começando a me animar com tudo. – E você, Marshall?- Viktor perguntou, analisando o moreno.
- Tudo bem, vamos. – Assentiu.



Estávamos de frente para o palácio de inverno. Ou melhor, o que costumava ser o palácio de inverno. Lembro-me de ter visto em um dos livros “proibidos pela cidade”¹ quando eu ainda morava em Nova Berna, uma foto desse palácio antes da guerra. Era lindo e não se parecia nem um pouco com o que era visto agora. Uma construção devastada.
-Esse palácio nunca perdeu seu charme. – Ouvi Ivanovich comentando, como se estivesse relembrando de algo. – A guerra pode ter o deixado com essa aparência e o abandono também, mas sempre será encantador, a primeira coisa que... –E cortou a frase, ainda fitando a edificação destruída.
- E agora, como roubaremos as armas?- Perguntou Marshall. –Eu vou roubá-las, quem vem comigo? Preciso de apenas uma pessoa. – Perguntou, com um tom sério. – Eu vou! Vou com você, capitã!- Me ofereci para ir. – Então você vem comigo, Jun! As senhoritas, Tsvetkov e Marshall vão roubar algum veículo na parte de trás do palácio. Conto com vocês. – Falou para os dois, dando um sorriso medonho novamente.
- Sim, Capitã!- E foram correndo entre os diversos escombros que encontravam-se espalhados em frente ao palácio.
- Jun, venha comigo, vamos pela lateral. – Falou Scarlet, e eu a segui.
Eu estava ficando cada vez mais determinado a salvar Akira, eu estava totalmente disposto a resgatar o meu pequeno. Eu queria poder tê-lo comigo novamente. Eu o teria comigo novamente. Ah, meu pequeno.
- Jun, pare de sonhar e venha logo!– Ivanovich chamou-me para o mundo real novamente e eu fui correndo em direção a ela.
Vi Scarlet pegar a sua arma e dar uma forte pancada com a parte de trás da mesma, estilhaçando o vidro por inteiro. – Vamos logo!- E pulou a janela. Segui-a e entramos num local que era apenas iluminado pela luz que emanava do lado de fora. Acendemos nossas lanternas e fomos percorrendo o longo corredor.
-Jun, não se preocupe. Nós salvaremos o Akira. – Virou-se para mim, exibindo um sorriso mínimo. –Eu conheço muito bem aqueles caras. – Continuou e logo uma dúvida surgiu em minha mente e dirigi uma pergunta:
-Quem são eles?
-São soldados, Jun. Eles são do laboratório do qual fiquei presa por três anos e depois escapei. Provavelmente levaram Akira para ser uma... Uma cobaia. – Terminou sua frase com um tom perceptível de ódio. – Por isso quero salvar ele o mais rápido possível. Passei todo o tipo de situação naquele local. Experiências de todos os tipos. Lá, eles te tratam como porcaria. Você não tem valor. Tenho vergonha de dividir a mesma nacionalidade que aqueles desgraçados. –Terminou, dando um suspiro no final.
Aquilo me arrepiou. O jeito que ela falava. Eu percebia a raiva dela, o ódio contido pelo olhar sempre sério, pela fala sempre neutra. O que poderia acontecer com Akira? Lembro-me da descrição que Nastya sempre nos contava, de como era a capitã: Loira, olhos castanhos e com um tom de pele branco normal. Agora, ela tinha cabelos brancos com algumas mechas azuis, olhos azulados com traços em violeta e branca, sem qualquer pigmento na pele. Aquele lugar a deixou bastante diferente.
- Akira é alguém importante para você, não é mesmo? Vi o jeito que chorava. –Dirigiu-me uma pergunta. Demorei um pouco para respondê-la, ela me fez lembrar toda a importância que ele tinha para mim.
-Você não tem ideia, Capitã. – E avermelhei um pouco. Percebi que ela olhou para mim nesse momento.
-Hummm Jun... Entendi. – Deu um sorriso totalmente estranho, indicando do que se tratava. Foi aí que eu avermelhei de uma vez e ela riu. –Tudo bem, sem problemas, meu caro. Não gostam que saibam disso?- Perguntou. –Bem, é que eu e Akira preferimos não comentar, pois achamos que atrapalharia o nosso trabalho na Obshchestvo. - Respondi. Realmente não gostávamos de expor o nosso comprometimento, sabendo de como era o pessoal da organização, iriam querer que nos casássemos.
-Ei, parados aí!- Uma voz grossa foi ouvida há alguns metros de nós. Pudemos ver que era um homem, provavelmente um guarda da Obshchestvo.
-Quem são vocês?- Perguntou. Scarlet andou até mim e fez um comentário:
-Chegamos ao depósito de armas, deixa ele comigo. –Foi logo em seguida em direção ao homem. –Eu sou a Capitã Ivanovich e ele é o Jun. – Falou e o homem fez mais uma pergunta:
- O que traz vocês aqui?
-Precisamos pegar armas no depósito. –Respondeu Ivanovich, com o mesmo tom sério de sempre e o homem pegou um papel e começou a lê-lo.
-Por ordem dos superiores da Organização, para utilizar as armas disponíveis localizadas no palácio de inverno, é necessário que as normas sejam seguidas. Primeiro: você tem a autoriza... - O homem foi interrompido, por um soco certeiro, deferido precisamente no meio do rosto. O mesmo desmaiou instantaneamente e seu nariz começou a sangrar.
-Ha! Ao estilo Ivanovich!- Scarlet riu e pegou a chave que estava presa ao cinto do homem.
-Acho que precisavam melhorar a segurança daqui- Comentei, enquanto ela abria a porta sem qualquer outro problema. –Não há tanta segurança no palácio de inverno, pois aqui é um lugar mais usado para abrigar alguns sobreviventes. Eles servem como uma boa maquiagem para o local, ninguém desconfia desse depósito. –Explicou. –Então, seja bem vindo ao depósito de armamentos.
O tal depósito era uma sala grande, mal iluminada e cheia de prateleiras. Tinha um cheiro forte característico de locais que não são abertos com muita freqüência. As janelas encontravam-se seladas e ainda era possível ver um pouco do que restava da antiga construção.
-Pegue apenas o que for necessário para empilhar cadáveres naquele laboratório. –Ouvi a recomendação de Scarlet e logo comecei a passear por entre o espaço mínimo que havia para circular. Havia muitas prateleiras. Comecei pegando duas granadas, muitos projéteis para o meu revólver e uma submetralhadora e mais alguns cartuchos.
-Ahhh minha katana!- Ouvi Scarlet comemorando. –Então ela estava aqui!- E ela começou a dar algumas risadinhas. –Ei Jun! Precisamos pegar armas para os rapazes também! E não pegue só armas de fogo, as brancas também podem ser úteis. – Deu um aviso para mim e eu assenti, pegando quase tudo o que eu julguei bastante útil para “empilhar cadáveres” como Scarlet disse.
-Já peguei tudo o que acho que pode ser útil, assim está bom?- Fui em direção a capitã e mostrei tudo o que eu havia pegado.
-Está ótimo, Jun!- Scarlet estava com uma mochila enorme e estava com sua katana presa num cinto passado pelas costas, armas de porte pequeno no cinto da cintura, mais duas presas a suas botas, projéteis cruzando seu tronco, armas de bom porte e ainda segurava mais algumas máscaras de gás.
-Vamos Jun! Não podemos deixar Marshall e Viktor nos esperando. –Saímos da sala e trancamos a porta, correndo em direção a janela que havia sido quebrada.
Logo estávamos no lado de fora e lá estavam os rapazes nos esperando, num jipe.
-Parece que o roubo de vocês foi um sucesso, não é mesmo?- Comentou Marshall, olhando para nós, que levávamos muitas armas.
-Vamos lá! Peguem as armas e se ajeitem com elas agora mesmo!- Scarlet deu as ordens e todos nós nos organizamos com toda aquela quantidade de armamentos e logo a capitã deu a partida no jipe.
-Então, vamos lá!- Ouvi Viktor falando, enquanto partíamos com o jipe, Scarlet ia dirigindo em alta velocidade pelas ruas desertas, onde apenas podia-se ouvir o som de alguns pássaros.
Estávamos dando os primeiros passos para resgatar Akira. Embora eu estivesse muito preocupado com ele e transbordando de desespero, eu conseguia ter um pouco de alegria. Alegria por estarmos cada vez mais perto de salvá-lo.

Eu quero que ele fique bem.

Eu quero tê-lo comigo novamente.

Roubaram o meu pequeno.

E eu o resgataria. Nós o resgataríamos.


-Scarlet Project-


Palácio de Inverno- Vide wikipedia 
Eu não gostei muito desse capítulo, mas como eu já disse, é uma introdução. Logo logo a fanfic vai ganhar mais ação e mistérios e personagens fofos! (vocês não têm ideia da fofura suprema que eu criei hoje de madrugada) 
Esse capítulo deu trabalho para escrever. Na verdade, escrever no ponto de vista do Jun é difícil, porque ele é um personagem totalmente cheio de emoções e amor pelo Akira. Para mim é muito mais fácil descrever do ponto de vista da Scarlet, então logo logo eu estarei voltando para o ponto de vista dela. 
Eu estou praticamente doida para escrever os próximos capítulos, tenho um monte de ideias! E eu estou quase louca para a parte do salvamento do nosso uke fofinho, o Akira que vai ficar mais fofo ainda, por culpa do laboratório em que ele foi levado. 
EU ESTOU ME SEGURANDO PARA NÃO DEIXAR ESSE AKIRA X JUN MAIS CALIENTE. (eu já pensei tanta porcaria ( ͡° ͜ʖ ͡°) ) -Tia, você só pensa porcaria metade do dia- Minha consciência me lembrando do desenho que eu fiz do Aoi de calcinha hoje de madrugada. 
Quem apoia eu fazer uma pequena parte nos capítulos seguintes da fic com o Aki sendo vítima das experiências? Eu gosto de escrever cenas desse gênero e gostaria de saber seé uma boa ideia :3 
Então, o que acharam? ~reviews?~


27/12/2013

Scarlet Project 4- Save the victim



Hallo kinder! Chegay~ Olhem só, um capítulo seguido do outro, o que acham, kinder?
Aconteceu o seguinte: Esse capítulo está pronto há algum tempo (muito tempo) e eu dei uma melhorada nele ontem, o resultado foi que eu nem consegui dormir direito, de tão doida que eu estava para postar ele. Então isso justifica essa atualização já no dia seguinte ^^ Esse e o primeiro capítulo são de longe os que eu mais gostei de estar escrevendo.
Então, aproveitem e boa leitura.

A MÃO. OLHA A MÃO DIVANDO DE NOVO. ♥ 


Já estávamos andando pela cidade há umas três horas, finalmente havíamos chegado a uma base abandonada pelos militares da cidade subterrânea de São Petersburgo. Segundo Marshall, eles haviam abandonado o local há mais ou menos três semanas e já era considerado seguro entrar. Eles faziam essas tais bases para receber alguns carregamentos vindos de outras cidades e depois só abandonavam, apenas levando as armas, mas de vez em quando, ainda encontrávamos alguns projéteis e armas de porte pequeno que eles esqueciam. Não era de importância esquecer algo assim para eles, pois o que achávamos nem se comparava com o verdadeiro arsenal que tinham.
 Chegamos a uma porta que parecia bem pesada, estava com alguns cadeados trancando-a.
-Posso fazer as honras?- Perguntei. Se tinha algo que eu amava fazer era arrombar portas.
Marshall tirou do "cinto" que cruzava suas costas aquele machado com um cabo de madeira com coisas talhadas nele e me parecia ser uma boa arma. -Senhorita.- Entregou-o a mim.
Segurei firme e comecei a golpear os cadeados e correntes que eram reforçados como aquela porta. Era ótimo fazer uso da minha força. Golpeava aquelas malditas correntes com uma violência incrível, até que cederam. Agora aquela porta estava aberta.
-Pessoal, essa porta é reforçada demais, então todos precisamos chutá-la.- Falou Viktor. Entreguei o machado de volta para Marshall e todos nós nos posicionamos um ao lado do outro. -No três!- Jun falou em tom alto e começou a contar. Quando foi dado o sinal, nós cinco chutamos a porta e ela abriu sem qualquer esforço.
Jun e Akira entraram no local antes de todos e a primeira coisa que ouvi foi um imenso barulho de algo como metal caindo.
-Merda, tá muito escuro!Acho que derrubei uma mesa!- Ouvi Jun reclamando. -Acende a lanterna então, Jun! Não fica fazendo barulho!- Akira chamou a atenção de Jun e logo dois feixes de luz foram acesos, as lanternas colocadas nas armas que todos nós tínhamos.
Logo depois dos dois, eu, Viktor e Marshall entramos. Pude ver que aquele lugar estava realmente cheio de obstáculos, como por exemplo, a mesa de metal que foi derrubada por Jun. Haviam papéis largados por todas as partes e outras coisas. Nem parecia que o local estava abandonado há três semanas.
-Cada um pega uma sala. Peguem tudo o que for útil.- Marshall deu uma espécie de ordem.
Escolhi a porta que encontrava-se a minha esquerda e dei um chute espetacular na porta, fazendo-a abrir.
Aquela sala tinha várias mesas, muito semelhantes a um escritório, que me lembrava os de alguns anos atrás, tirando a parte em que toda a arquitetura era digna de um filme de ficção científica da minha época.
Comecei a vasculhar a primeira mesa e encontrei um personal screen, que era uma espécie de "tela" de tamanho razoável e incrivelmente fina. Funcionava como um computador. Peguei-a, pois poderiam haver coisas importantes. Fui fuçando as mesas e lendo cada papel que estava nas paredes, não havia nada importante neles. Nas quatro primeiras mesas que vasculhei, não encontrei nada de importante, não havia nada além de papéis, papéis e canetas.
Já havia se passado algum tempo desde que entramos naquele local, continuava vasculhando a mesma sala, quando ouvi um grito desesperado pedindo por socorro, ele vinha de fora da sala, um pouco distante.
Saí correndo como louca e saltei pelas escadas da base que era num edifício abandonado. Vi de longe um homem com roupas brancas. Eu lembrava daquelas malditas roupas. Alguns homens daquele laboratório em que fiquei usavam tais vestes. Ele apontava sua arma em minha direção. Como no dia em que fugi daquele depósito. Na primeira reação eu mexi meu braço para tentar utilizar aquela matéria azul. Fiz isso rapidamente e aquilo se moldou na mesma forma em que meu braço e fez o movimento do mesmo, cortando aquele homem e respingando sangue em mim. Saí correndo como se nada tivesse acontecido, pisando no sangue daquele homem, sujando minhas botas.
Encontrei Jun, Viktor e Marshall, todos correndo pelo extenso corredor.
-VAMOS LOGO! AKIRA FOI PEGO!- Viktor gritava e todos nós perseguíamos o som dos passos mais a frente. Logo pudemos ver a luz do lado de fora e corremos como se não houvesse amanhã, pois não vimos Akira nem ninguém, mas ele havia sido levado naquela direção.
Saímos daquele local abandonado e já era tarde demais:  haviam o colocado num jipe branco e que ia em alta velocidade. Não podíamos fazer nada naquele momento e para ajudar mais um pouco, estávamos em desvantagem na questão de armamento.
Numa tentativa corri até o meio da rua e fiz um movimento brusco com o braço, aquela energia azul saiu na mesma direção de meu braço, mas não consegui manter, perdi força e caí de joelhos no chão.
Viktor e Marshall me olhavam com expressão surpresa. -Ivanovich...-
Olhei para Jun e ele estava sentado no meio fio, abraçado aos joelhos, aos prantos. Fazia muito tempo que não via alguém chorar daquela forma. Eu estava determinada a salvá-lo, principalmente pelo fato de que quem o sequestrou eram homens daquele laboratório.

~Jun~

Eu chorava descontroladamente. Eu não costumava ser tão emotivo, mas dessa vez o ódio e a tristeza tomaram conta de mim. Sentia ódio por ele ter sido levado e eu não consegui alcançá-lo. Tristeza por tudo o que houve naquele momento. Também sentia-me preocupado. E tudo isso resultaram em lágrimas sofridas. Aquilo tudo foi como uma facada em mim, machucava e doía.
O meu pequeno. Como ele ficaria agora?
Começava a lembrar das vezes em que o salvei.
Das vezes em que corri para o hospital quando ele costumava ter crises de asma.
Das vezes em que roubei remédios que eram caros para o seu tratamento e nenhum de nós dois tínhamos dinheiro para pagar.
Das vezes em que evitei que ele cometesse suicídio. Akira era alguém muito triste e se via como um empecilho e achava que se cometesse tal ato, seria melhor para todos. Ele achava que não faria falta.
Salvei ele todas essas vezes e salvaria ele novamente. Agora ele era a pessoa mais radiante do mundo e sempre iluminava meus dias. Eu não queria perdê-lo. Eu seria a mesma porcaria que sempre fui se não tivesse o conhecido. Jamais teria saído para ver o mundo além daquela cidade subterrânea. Não me arrependo de termos sido condenados à viver fora de Nova Berna por causa dos remédios para asma dos quais descobriram que eu roubei para que ele tivesse um tratamento adequado. Eram essas coisas que me motivavam mais ainda para salvá-lo. Aki era especial.
Estava preocupado.
Eu torcia para que o beijo no salão da organização jamais fosse o último.
Eu mataria quantos fossem para salvá-lo.
Eu morreria para salvá-lo.
Eu salvaria Aki.
Eu faria isso, não importando o preço que isso teria.
Custe o que custar, irei atrás dele.
Akira era a pessoa mais linda de todas as maneiras possíveis. O pequeno sempre iluminava os corredores do colégio, na época em que ainda estávamos no ensino médio. Me deixava feliz.

Amava o sorriso dele.

Amava acordar pela manhã e vê-lo ainda adormecido.

Amava o jeito de como ele ficava puto quando eu o beijava em público.

Amava aquele jeito tímido que ele demonstrava algumas vezes.

Amava como ele ficava nervosinho quando eu fazia algo errado.

Amava ver ele corado e fazendo expressões envergonhadas quando tínhamos nossos "momentos".

Eu amava Akira.


FLASHBACK

Procurava Alexander por todos os lugares daquele prédio abandonado, procurava freneticamente por ele.
Abri a porta que levava ao terraço do prédio e encontrei pendendo na beirada do mesmo. De novo não, ele não poderia estar pensando nisso de novo.
Corri em direção ao pequeno e puxei-o de lá, abraçando-o forte. Eu não ia permitir que ele fizesse aquilo, jamais.
-Por que insiste em me impedir, Christer?- Perguntou, num tom meio choroso.-Você sabe, Christer, a culpa foi minha de novo, eu s-sou uma tralha na vida das pessoas, olha o que eu fiz com você.- Continuou e desandou a chorar. -Sua vida seria melhor sem mim.- Terminou, entre soluços.
-ALEXANDER! Não fale algo assim, desse jeito você me deixa mal. Minha vida não seria melhor sem você!-Chamei sua atenção, vendo várias lágrimas escorrerem pelo rosto bonito de Alexander.
-Se n-não tivesse roubado os remédios, você poderia ter a sua vida lá na cidade. Eu criei problemas para você. E-eu só causei problemas e não quero fazer isso de novo.- Fiquei surpreso com suas palavras. Ele nunca causou problemas para mim. Se os outros achavam que ele só causava problemas, acho que não enxergavam direito. Essas pessoas deixaram o meu pequeno nesse estado.
-Alexander, não é assim. Nunca te vi como alguém que causasse apenas problemas, nunca te vi como um problema. Não me importo de termos sido jogados para fora da cidade, o que importa é que você está bem. O tratamento foi um sucesso. Você nunca será um problema para mim. Sabe por que, Alexander?
-P-porque?- Perguntou de forma quase inaudível, em meio a soluços.
-Porque eu te amo, Alexander.- Por um pequeno instante vi seus olhos ficarem arregalados e num gesto rápido, tomei seus lábios, num beijo que foi retribuído pelo pequeno. Aquilo me surpreendera. Achei que ele se assustaria, mas não. Ele simplesmente deixou. Alexander beijava-me com rapidez e necessidade e eu acompanhava seu ritmo.
Só parei de beijá-lo quando precisávamos respirar. Então olhei para ele, que me encarava, vermelho.
-Christer eu...- Começou a chorar novamente e me abraçou. -Christer, você é corajoso.- Abriu um sorriso mínimo. -Corajoso?- Perguntei. -Eu nunca conseguiria falar isso para você pois tinha medo.- Mais lágrimas contornavam seu rosto. - Você quer viver com o problema ao seu lado?- Perguntou entre soluços.
-Já disse Alexander. Você não é um problema para mim. Dane-se o que qualquer outro fala de você, eu nunca conseguirei ver você dessa forma.- Levantei e encaixei minha mão na do pequeno, que agora separava o abraço. Podia ver as faixas enroladas desde o pulso até uma parte do braço. -Alexander, prometa para mim que não vai mais fazer essas coisas, você nunca será um problema. Eu quero te fazer feliz, quero que você seja feliz.- Alexander apertou minha mão com força. -Eu...Eu prometo, Christer. Mas prometa para mim que nunca vai me deixar sozinho, eu tenho medo disso.- Falou,ainda chorando. - Eu prometo Alexander. Eu jamais faria isso com você, pequeno.- Terminei minha frase e deixei um beijo em sua testa. -Eu te amo, Christer.- Ouvi o meu pequeno sussurar.

FLASHBACK

Sequei as lágrimas, chorar não serviria para nada. Eu estava determinado a salvar o meu pequeno. Era meu dever deixá-lo protegido. Eu o salvaria não importava quantas vezes. Me levantei, de cabeça baixa e falei em um tom sério:
-Vamos salvar Akira.


-Scarlet Project-


YAAAAAAAAAAAAAAOI MOTHAFUCKAS! Por essas vocês não esperavam!  ~Ai meldels essa narrativa do Jun ficou tipo fofinha, EU NUNCA CONSIGO ESCREVER FOFURAS!~ Me superei!
Então, aposto que há leitores fantasmas aqui então por favor, não quero ninguém me enchendo o saco por causa do yaoi. Isso sempre esteve programado na fanfic. Segundo item: fujoshis acalmem os narizes, Tia Nyu não vai fazer limonada. (nem tem a ver né, ficaria estranho com todas as letras).
Eu cortei a parte do beijo porque tenho dedos com vida própria para escrever yaoi, então, não me matem.
Alexander e Christer são os nomes reais do Jun e do Akira, eles têm codinomes na organização, como a maioria na organização, embora alguns usem só o sobrenome, como o Marshall e a Ivanovich. A Nastya se chama Nastya porque em russo é o apelido para Anastasia. O Viktor ainda não tem codinome pronto por enquanto. (Pronto, expliquei qual é a dos sobrenomes. E o Jun e o Aki são suecos).
E VAI TER UM RESGATE DA HORA~ Vai começar a pegar fogo essa joça de fanfic~ (não levem o fogo no sentido dos limões e limoeiros)
ENTENDERAM A MÃO AGORA? Ha. Eu sou foda, manjo dos mistérios!
É só isso mesmo, kinder. Não se preocupem que a fic não vai ter uma montanha de yaoi, ok?
Até amanhã, aguardo reviews pra saber se o yaoi super kawaii ficou bom. (eu não estou acostumada a escrever fofuras, a maioria é angst,angst,angst e PERA AE, ISSO É UM UKE MASOQUISTA?)
E o Aki é uke pq sim.
Beleza,agora eu tô indo,senão as notas finais vão ficar maiores do que esse capítulo da fic. Tchau seus lindos!












~Desobedeci o toque de recolher em oito minutos~ muahahahahah :3

26/12/2013

Aniversário + Scarlet Project 3- Here Again



Hallo Kinder! Wie geht's? Chegay! Só para avisar, essa postagem vai sair meio ou bem extensa, então prepare seus globos oculares!
Asghgdfghs Eu não esqueci, hoje é aniversário do nosso postador aqui do blog, o Unicórnio Adorável, o Cavaleiro Voador que eu ainda tenho dúvidas se voa ou não, ou simplesmente o Diego. Feliz aniversário pra tu, criatura! Répi bãrtchidei tchu iu tanananana! Então, logo logo o seu presente estará chegando, após passar por raxacoricofallapatorius e atravessar os caminhos místicos e desconhecidos de um local esquecido, onde a Internet discada e os disquetes são novidade, o Acre, logo depois os ataques de animais amazonenses. Depois disso o presente voará com o Aladim pelo deserto do Tocantinense, passando da baixada da égua e encarando uma luta de espadas com o samurai que guarda as colinas das Colinas do Tocantins.
O presente chegou ao seu destino. A cura para dieganíase chegará em segurança até a sua casa. 
~Patrocínio: Aurélio, aquele dicionário ~

wtf




Agora, ladies and gentleman, é hora de Scarlet Project!! Yaay, finalmente consegui terminar esse capítulo c: Era para eu ter postado ontem, mas agora só posso ficar até as onze horas no computador e tenho que ir dormir, inventaram toque de recolher pra mim nessa casa ¬¬ 
Mas enfim, acho que agora consegui escrever um capítulo grande. Esse deu bastante trabalho, fiz ele inteirinho no word e deu três páginas inteiras mais um pedacinho de uma quarta página. Então, aproveitem!



Seguíamos pelo corredor mal iluminado, até chegarmos à uma porta comum, onde do outro lado, encontravam-se escadas com aparência abandonada e que desciam de forma espiral. Eu lembrava de tudo aquilo, o caminho para o centro de pesquisas da Obshchestvo e também local onde haviam salas onde podia-se encontrar armamentos.

Descemos a longa escadaria espiral e logo estávamos a frente de uma enorme porta reforçada, feita de metal, parecia ter sido trocada a pouco tempo.
-Mudamos para uma porta mais resistente. Descobrimos que aquela não suportava sequer uma granada, após a uma explosão acidental causada por um iniciante.- Falou Viktor, rindo enquanto Nastya digitava uma senha que parecia ser infinita. Mas como assim, alguém explode uma granada acidentalmente? Isso acontece? Eu não entendo como isso aconteceu.
-Pronto.- Nastya olhou para nós e entramos agora em mais um extenso corredor, só que agora este era metálico e bem iluminado, haviam feito algumas reformas naquele local.
Podiam ser vistas também algumas salas nas laterais, onde encontravam-se algumas pessoas trabalhando com diversas coisas.
Chegamos à mais uma porta metálica,onde Nastya digitou mais uma senha também bastante extensa. Logo essa porta abriu, exibindo um ambiente que possuía iluminação baixa e era todo revestido de azul escuro. Haviam portas de cor branca em cada lado de nós.
-Ivanovich, mudamos bastante o centro de pesquisas. Essa sala a seguir foi feita de forma especial. Precisamos de cuidados especiais. Apenas entre em qualquer uma das portas para receber a descontaminação e os trajes específicos.- Nastya falou em tom sério, entrando em uma das portas e Viktor dirigia-se à porta ao lado. Me apressei e entrei por uma delas, que deslizava ao mínimo toque. A porta fechou-se atrás de mim e eu me deparei com um espaço de tamanho razoável. “Por favor, posicione-se abaixo da ‘ducha’ de descontaminação.”- Uma voz feminina um pouco robótica soou e eu realizei o que a mesma havia dito. “Descontaminação interior iniciando.”-Logo essa tal ducha começou a funcionar e a água, provavelmente misturada com algum agente químico descontaminante começou a cair sobre mim. Pouco tempo depois, um vento simplesmente forte começou a soprar, para secar-me. “Por favor, vista-se com  as roupas adequadas”- Um pequeno compartimento de vidro localizado no canto esquerdo abriu-se, mostrando roupas brancas e uma máscara. Eram como roupas de isolamento comum, então por isso coloquei-as por cima das roupas negras que estava.
Saí daquele espaço e encontrei Viktor me esperando e Nastya praticamente moendo aquela espécie de “telefone” que havia para abrirem a porta para nós.
- Puta que pariu!Não dá para abrir essa porta?!- Falava em um tom alto. Eu estava quase rindo daquela situação, a “paciência” e a “tranquilidade” de Nastya sempre foram coisas bem conhecidas na nossa Organização. Ela não havia mudado nada.
Ignorando o atentado contra o “telefone” de Nastya,  dirigi uma pergunta a Viktor.
-Então, como ocorreram todas essas reformas aqui?- Ele me olhou e começou a falar:
-Boa parte dessa tecnologia foi conquistada em um laboratório que foi abandonado sem motivo aparente e estava localizado em uma pequena cidade em ruínas. Conseguimos também um T-50 em uma base que encontramos ocupada, a alguns quilômetros desse laboratório.- Fiquei surpresa com as conquistas alcançadas pela nossa Organização. Haviam crescido suficientemente bem. –As outras  bases da Organização também estão tendo bastante sucesso, principalmente o pessoal de Linz.- Continuou. – Nossa, isso é realmente algo muito bo...- Fui interrompida pelo som da porta de vidro abrindo.
-Finalmente! Você acha que podemos ficar uma vida inteira esperando você abrir essa porta?- Nastya entrou por primeiro, fazendo aquele clássico escândalo. Ela odiava esperar. Logo pude visualizar uma garota, também trajada com essas roupas especiais e só conseguia ver seus olhos, que eram azuis.
-Olá, do que precisam, Viktor e Nastya?- Perguntou, sem pouco se importar com o quanto Nastya encontrava-se nervosa.
-Encontraram a Capitã Ivanovich, ou seja, essa pessoa aqui.- Nastya apontou para mim.- Ela era aquele “Projeto 13” que escapou há três dias daquele laboratório.- Vi aquela garota paralisar no mesmo momento em que Nastya pronunciou “Projeto 13”.
-Ivanovich! Você permite uma análise?- Perguntou-me em tom surpreso, olhando-me com os orbes arregalados. – Sim, permito.- Falei em tom sério, assentindo. Eu estava curiosa sobre mim mesma, então, permiti uma análise, pois aquilo poderia sanar minhas dúvidas. –Então, por favor, peço para que sente-se ali e erga a manga da roupa e estarei recolhendo as amostras.
Fiz como aquela jovem havia pedido, sentei-me em uma cadeira que encontrava-se próxima a uma mesa com alguns papéis e  com certa dificuldade consegui erguer a manga daquela roupa, era bastante reforçada.
Logo a jovem chegou com uma seringa de um tamanho razoavelmente grande, se eu não estivesse acostumada com seringas tenho certeza que estaria morrendo de medo e estaria prestes a me tornar maratonista profissional em um segundo.
-Está pronta, Capitã?- Perguntou e eu assenti de forma segura. A jovem passou aquele típico álcool no algodão em minha pele e colocou uma espécie de borracha em volta de meu braço para que as veias se tornassem visíveis e de forma ágil inseriu a agulha em meu braço, que também era maior do que as convencionais. Aquela agulha era incomoda e provocava uma dor extremamente forte. Eu já estava habituada a isso, pois já presenciei tal dor algumas vezes naquele laboratório e coisas bem piores do que essa agulhada. Minha cabeça girava com aquela dor infernal e pude visualizar meu próprio sangue: Era ciano com alguns tons violetas. Eu realmente havia mudado muito após ter sido capturada por aqueles desgraçados.
Rapidamente três amostras sanguíneas foram retiradas e um curativo foi colocado sobre o local.
-Agora, deixarei essas amostras armazenadas até que vocês possam levar para a análise na Nova São Petersburgo. As equipes de segurança disponíveis estão em serviço. – A jovem falou. Isso continuava a mesma coisa, qualquer análise médica era levada ilegalmente para as cidades subterrâneas, onde havia tecnologia para análises.
Todos nós agradecemos e fomos em direção a saída, retirando aqueles trajes incômodos.
-Ivanovich?- Ouvi Viktor me chamando, estava a alguns passos atrás de mim e de Nastya. –O que foi, Viktor?- Respondi olhando para ele. – Eu, Akira, Jun e Marshall iremos à uma base abandonada há um mês para tentar encontrar algo que possa ser de utilidade. Quer vir conosco?- Não pensei duas vezes. Aquilo era uma missão. Uma missão clássica. Óbvio que eu aceitaria tal convite. Eu estava voltando para o meu lugar, meu sorriso ia de orelha a orelha. –Claro que sim!- Aceitei, dando um tapão nas costas de Viktor. Foi possível ouvir as costas do ruivo fazendo barulho.
-Fora a aparência, você continua a mesma, Scarlet!- Nastya dirigiu-se a mim, sorrindo de forma divertida do que eu fiz para o rapaz que também considerava quase um irmão.
Subimos as longas escadas desenhadas em espiral e trancamos aquela porta, indo em direção ao salão onde aquele pessoal muito animado conversava, comia e bebia.
-Ei, Nastya! Nastya! Por onde andou?!- Um rapaz baixinho que deveria ter pelo menos um e sessenta de altura e de cabelos castanhos claros veio andando em nossa direção.
-Ahh, Le Roux! Desculpas, eu estava com a Capitã Ivanovich!- Exclamou Nastya animadamente, apontando para mim.
-Capitã Ivanovich? Olá! Eu sou Jean Le Roux e sou aprendiz da Nastya, ela me falou muito de você e sobre o seu desaparecimento.- Apresentou-se o rapaz, curvando-se levemente. –Olá, Le Roux, prazer em te conhecer.- Sorri.
-Precisamos ir, Ivanovich, depois poderemos conversar mais, estamos com o conserto atrasado de um jipe.- Nastya se despediu e o garoto fez o mesmo depois, logo os dois se distanciaram.
Eu e Viktor fomos até uma mesa onde estavam Jun e Akira, conversando. Akira estava muito vermelho e Jun com um sorriso no mínimo estranho, na verdade, os dois estavam estranhos.
-JUN!- O pequeno falou em tom alto, sequer haviam reparado nossa presença ali.-A-aqui não!- Aqui não o que? Eu estava com todas as letras achando aquela situação estranha. Na verdade, um clima de estranheza voava sobre aquela mesa.
-Aqui não?- Ouvi Viktor perguntar, e os dois se viraram rapidamente e nos olharam com uma cara de espantados, parecia que tinham visto um fantasma.
-N-nada não, Viktor.- Akira respondeu de forma inaudível, encarando um copo que estava a sua frente. –Bem, não importa. Onde está o Marshall?- Viktor perguntou. Eu queria saber quem era esse Marshall.
-Ele disse que já volta, foi pegar o seu machado.- Jun respondeu, apoiando uma das mãos no queixo.
-Quem é Marshall?- Perguntei, e logo Akira mudou de postura e começou a falar:
-James Marshall ou o Inglês do Machado. Ele é uma das pessoas daqui que é quase uma lenda. Ele e seus companheiros foram encarregados de invadir uma central de uma Cidade Subterrânea na França, onde mantinham reféns, três deles eram da Obshchestvo e um deles ingressou depois, o Jean Le Roux. Seus dois companheiros foram assassinados e apenas ele restou para o resgate. Marshall estava sem carga alguma para sua arma. O que ele fez? Matou vários homens armados com seu machado e conseguiu salvar todos os reféns daquele local. Ele saiu bastante ferido, levou sete tiros. Fazem cinco meses desde o acontecido.- Fiquei boquiaberta com a história desse cara. Matar pessoas armadas com um machado frente a frente é algo quase inacreditável. Ele parecia ser um soldado muito bom, me impressionou bastante.
-Olá!- Um rapaz de cabelos negros, branquelo, com roupas danificadas, razoavelmente alto e com uma cicatriz no rosto apareceu, segurando um machado. Aquele era Marshall.
-Capitã Ivanovich, é uma honra vê-la. Seja bem-vinda.- Se inclinou e beijou minha mão. Isso foi realmente estranho para mim, nunca tinham feito algo assim comigo. – Por favor, Marshall. Uma honra será estar presente em uma missão com um alguém como você.- Respondi da mesma forma educada dele de falar.
-Então, vamos logo para essa missão!- Exclamou Jun, levantando-se. Viktor, Akira e eu fizemos o mesmo.
Deixamos aquele salão e fomos caminhando até o extenso corredor que levava até a porta principal. Viktor abriu a porta e suas infinitas trancas e fomos indo em direção a uma missão.
Era ótimo ver o mundo além das paredes brancas e iluminadas daquele laboratório no qual permaneci por tanto tempo. Era melhor ainda estar em uma missão novamente. Tudo era maravilhoso, apesar dos tempos negros que se passavam não só na Rússia, e sim no mundo inteiro. Tudo havia se tornado ruínas após a terceira guerra. Era a prova de que nunca há ganhadores em uma guerra.
Eu me sentia livre novamente, não era mais a cobaia daquele depósito humano. Eu era eu novamente, eu me sentia forte como sempre fui e feliz novamente. Agora rumávamos para uma missão que com todas as letras seria fantástica.


-Scarlet Project-


Scarlet tem literalmente um sangue azul  huehue :v Então o que acharam desse capítulo? 
Esse deu um trabalho do cão para fazer, porque eu tenho mania de adicionar coisas extras nas minhas fanfics, aí eu tenho que reescrever pra ficar lógico. 
O Marshall tem esse sobrenome porque ontem eu assisti Ironclad e então, como o Inglês do Machado não tinha sobrenome, eu coloquei o sobrenome do Thomas Marshall, o templário divo. Aí ficou o James Marshall O.o 
T-50 é um caça desenvolvido para a força aérea russa (foto). -Gosto muito desse caça O.o-
Eu dei uma viajada do baralho para escrever esse capítulo kkk' (explosão acidental de granada, sangue azul, roubar um T-50, laboratório secreto no prédio da organização).
Aiiiiiiiiiii que eu penso cada coisa para escrever. OMG SO SUGGESTIVE! ~Hum~ cof cof cof cof, agora, conclusions about the "suggestive" thing.








17/12/2013

Scarlet Project- Nastya


Hallo kinder! Tudo bem com vocês? Sério, estou retardada de tão feliz que estou ._. Isso é estranho. Medonho.
Então, vamos esquecer as minhas esquisitices que eu trouxe um desenho da personagem recém aparecida em Scarlet Project, a Nastya! Tinha ela em mente há algum tempo e decidi desenhá-la. Acho que seja legal mostrar como imagino os personagens de Scarlet Project ^^ Então, ladies & gentleman, eu vos apresento uma das minhas preferidas, a Nastya!


















Ficou com esse fundo cinza por causa do formato da imagem, que é .jpg e o meu conversor de imagem desapareceu,acho que desinstalei T.T


E não, ninguém se mata nessa joça, eu gosto muito dos meus personagens :p




16/12/2013

Scarlet Project #2- Memories



Oi galera! Estou viva! Estou sem ideias do que postar,sem ideia alguma! -Então,eu tive uma ideia agora, quem apoia a tia pra falar sobre yaoi aqui no blog?- Nããão,deixa pra lá,esquece,isso é uma má ideia! 
Indo ao assunto,eu escrevi um novo capítulo de Scarlet Project, foi um desafio escrever esse, tanto até porque eu sempre decido mudar algo porque não está bem escrito,porque eu sou muito perfeccionista com essas coisas e acabo por escrever várias versões diferentes para um único capítulo! Espero que gostem desse capítulo,boa leitura!




"-Capitã Ivanovich?"- Essas palavras atravessaram-me como um golpe de espada muito bem deferido. Fizeram-me lembrar de momentos da minha vida que pareciam tão distantes, fizeram-me mergulhar em um universo de memórias.

「Flashback」

A neve que fazia-se presente naquele inverno rigoroso só nos ajudaria naquela missão. Usaríamos a neve a nosso favor.
Aquele dia era um dia importante, pois nossa presença havia sido notada, nossa ação por detrás de todo o governo nas grandes cidades que erguiam-se abaixo da terra. Nunca fomos maus, nunca tivemos más intenções ao agirmos secretamente,apenas queríamos sobreviver e evitar que mais tragédias acontecessem,pois afinal, haviam coisas que aconteciam fora dos olhares dos civis, que não mereciam nem ser comentadas. Então era por isso que estávamos na mira dos líderes daquelas cidades. Ser bom tinha um preço,um preço alto. Preparamos aquela missão para salvar vidas, pois o conhecido protocolo 15, o protocolo de extermínio havia sido colocado em ação. Haviam boatos de que ninguém nunca sobreviveu,pois eram bons os homens que executavam tal ação. Pessoas silenciosas e rápidas.
Ouvimos o som de passos afundando na neve,eram eles. Não me pareciam nem um pouco silenciosos e as roupas negras deles contrastavam contra o branco puro que coloria o ambiente. Estávamos escondidos sob a espessa camada de neve,nos misturando com ela,com nossos trajes e armamentos brancos. Aguardávamos pelo momento exato,com nossas armas apontadas para eles, assim como o predador observa sua presa. Estavam cercados e não sabiam,haviam atiradores de elite por todas as partes,não estávamos em maior número,mas éramos bons no que fazíamos.
Ouvi o assovio,muito semelhante com o de um pássaro,era o primeiro sinal. Joguei a bomba de fumaça num movimento rápido e logo,a formação tão organizada daqueles homens se desfez, todos eles destravavam suas armas simultaneamente,procurando quem estava lá. Era até uma situação divertida, ver eles procurando algo que estava abaixo de seus narizes.
Aproveitamos a distração deles e começamos os nossos disparos, derrubando vários em pouco tempo, enquanto outros daqueles homens que ainda sobreviviam tentavam nos encontrar atirando em locais aleatórios,seria quase impossível nos encontrar ali,mas por azar,um deles pensou e gritou em voz alta: -Na neve! Atirem no chão!- Naquele mesmo momento,vi os restantes entrarem em formação,apontando suas armas para nossa direção e então, os tiros começaram a ser dados e nós tentávamos nos defender,atirando na direção deles,matando-os em pouco tempo. Começamos a sair pouco a pouco debaixo de toda aquela neve, vendo a mesma sendo tingida por um vermelho forte que anunciava a morte deles e a nossa vitória. 
Éramos 15 pessoas que venceram 50, nós nunca falhávamos. Apenas dois de nós foram feridos, pouco prejuízo. Pegamos todo o armamento dos inimigos já mortos e voltamos para a cidade que costumava ser São Petersburgo há algum tempo atrás. 

「Flashback」

-Capitã? Acho que você gostaria de ver algo!-Ouvi Akira falando e a seqüência de memórias se desfez no mesmo instante. O rapaz se levantou e estendeu-me sua mão, segurei-a e levantei-me. -Algo como, as instalações da Organização?- O rapaz assentiu,sorrindo. Eu estava realmente feliz por estar reencontrando coisas tão importantes para mim. 
Jun e Akira pegaram algumas armas e me deram algumas também. O que restou da cidade ainda tinha seus perigos, não poderíamos nos descuidar e sair desarmados. Akira fechou as trancas da porta que pareciam ser infinitas e fomos descendo as escadas daquele prédio. Logo chegamos a entrada e mais uma sequência de trancas fora aberta,não entendo como não se perdiam com tantas chaves e cadeados. Já estávamos do lado de fora e as trancas foram devidamente fechadas novamente e saímos caminhando pelas ruas silenciosas, naquele dia com tempo agradável. 
-De onde vocês vieram?- Perguntei,ambos viraram-se para mim e Jun começou a falar: 
-Eu e o meu pequeno viemos de Berna, a capital da Suíça reconstruída como uma cidade subterrânea.- Logo vi Akira ficando vermelho e para tentar disfarçar,começou a falar também: 
-Primeiro eu não sou seu pequeno,Jun. Segundo, é  "Nova Berna", porque é uma "cópia" da capital.- Sorri para os dois e logo direcionei uma pergunta enquanto andávamos: 
-Então suponho que "Jun" e "Akira" não sejam seus nomes reais, já que são europeus,certo?- O baixinho,Akira, assentiu.
 -Ivanovich, quando entramos na Organização nos deram esses nomes, mas na realidade eu me chamo Alexander e o Jun é Christer. Mas preferimos ser chamados por Akira e Jun,é mais fácil!- Terminou,sorrindo. Logo lancei mais uma pergunta,estava curiosa à respeito deles: 
-Então, como vieram parar aqui? Estão um pouco longe de Berna,não é mesmo?- Akira foi para o lado de Jun e começou a explicar:
-Nós fomos expulsos de lá da pior forma, pois Jun pegava alguns remédios muito caros do hospital em que era enfermeiro para mim, já que antes eu sofria de uma asma muito grave e como eu nunca tive dinheiro o suficiente para pagar. Então fomos andando pelas estradas até que encontramos uma moça e ela nos apresentou à Organização e aqui estamos. Estávamos quase morrendo quando fomos encontrados.- Akira terminou, sorrindo enquanto o loiro passava um de seus braços no ombro do menor. A conversa foi seguindo normalmente durante o caminho.
Logo chegamos à "capital" de toda a nossa Organização,que ocupava uma sequência de edificações aparentemente abandonadas na Avenida Nevski. Parecia que eu estava voltando no tempo vendo tudo aquilo à minha frente e Jun deu um passo à frente, dando as clássicas batidas na porta reforçada, indicando quem era. Aguardamos poucos momentos e logo comecei a ouvir o som de todas as trancas,cadeados e correntes sendo abertos e a porta abriu-se lentamente. Pude visualizar logo em seguida uma moça, de longos cabelos loiros cacheados e presos,de olhos cor de chocolate e uma cicatriz que se estendia de uma parte da pálpebra direita até acima de sua sobrancelha. Eu a conhecia. Era Natsya, nos considerávamos quase irmãs antes de eu ser levada. Com certeza,eu estava ficando mais feliz a cada momento que se passava, era sempre uma surpresa diferente, fazendo a minha vida tão escura quanto a noite, pouco a pouco ganhar estrelas. A cada momento eu voltava a me sentir mais humana novamente.
-Bom dia, Nastya! Encontramos alguém que tenho certeza que estiveram procurando há algum tempo.- Akira falou, adentrando o local, juntamente comigo e Jun. -Bom dia rapazes! Essa moça atrás de vocês é quem vocês encontraram?- Sorriu,fitando-me como se estivesse a me analisar da cabeça até os pés. Ela não havia mudado nem um pouco. -Nastya,ela é a desaparecida Capitã Ivanovich!- Jun exclamou repentinamente,por um momento,parecia que ele ia ter um ataque no meio daquele corredor. -COMO ASSIM? A Ivanovich é loira, L-O-I-R-A! Não tem os cabelos brancos com roxo e azul!- Nastya respondeu,ainda me olhando. ESPERA AÍ. Como assim cabelo roxo com azul? O que mais fizeram comigo naquele laboratório?! Então fiz questão de que eu deveria falar algo,já que estava tão diferente: 
-Anastasya.- Chamei-a por seu nome,eu era a única que a conhecia assim. No mesmo momento vi sua expressão tornar-se surpresa e ela correu para um abraço demorado.
-Scarlet,você está bem! Estivemos te procurando por todos esses três anos desde que sumiu!- Eu sumi por três anos. Três anos inteiros sendo cobaia naquele laboratório. Era muito tempo, e eu ainda consegui sobreviver todos esses dias. Foi uma surpresa. 
-Nastya! Que bom te ver de volta!- Correspondi o abraço, logo soltando-a, eu estava sendo praticamente sufocada de tão forte que ela me abraçava.
Fomos acompanhando Nastya pelos extensos corredores daquela edificação, até chegarmos a um salão, onde haviam desde homens até mulheres, de todos os jeitos,sentados em cima de mesas,cadeiras, jogando...Nada havia mudado desde que eu sumi, tudo parecia ter ficado parado no tempo, desde a última vez que eu havia ido a aquele local. Repentinamente fui tirada de meus pensamentos, pois Akira e Jun me empurraram para dentro do salão e Nastya ia logo na frente, pedindo, ou melhor, gritando para que todos naquele local ficarem quietos.
-Ótimo, já calaram a boca,né? Eu tenho uma boa notícia, olhem só quem nossos companheiros Jun e Aki trouxeram!- Ela me empurrou para o meio do salão e todos me olhavam com dúvida -Essa aqui é a nossa perdida Capitã Ivanovich, foi encontrada pelos rapazes!- Logo, as faces de dúvida começaram a expressar surpresa e eu, apenas sorri, estava muito feliz. Todas as pessoas presentes naquele local começaram a bater palmas e fazer barulho, eu estava sendo recebida de volta de uma forma muito boa. Parecia uma das comemorações que faziam à minha equipe quando tínhamos sucesso em uma missão.
Estava falando com diversas pessoas ali, no meio do salão e minha atenção foi roubada por um rapaz de cabelos ruivos, de roupas negras um pouco danificadas, que veio em minha direção, estendendo sua mão.
-Ivanovich, por favor, me acompanhe até a mesa.- Segurei sua mão, indo em direção a uma mesa afastada, onde estava Nastya.
-Ei, Scarlet, você sabe quem é esse rapaz? Vocês andavam praticamente grudados.- Olhei para ela e logo para o rapaz, analisei seu rosto e comecei a reparar naqueles cabelos bastante ruivos e logo me lembrei de quem era ele. -Viktor! Você está diferente!- Viktor sorriu ao ver que me lembrava dele e sentou-se do meu lado, me abraçando. -Sim, Scarlet, sou eu!- Aquilo foi realmente uma surpresa, vê-lo tão bem. Eu mal acreditava que estava encontrando novamente todas as pessoas que já fizeram parte de minha vida. 
-Por onde andou afinal, Ivanovich?- Ouvi os dois perguntarem para mim. -Eu havia sido levada enquanto estava à caminho de uma missão, a missão 305, que eu estava realizando sozinha. Desde aquele dia fui utilizada como cobaia humana para experimentos e há alguns dias consegui fugir de lá.- Vi as faces dos dois ganhando uma expressão de espanto.
-Espere, você é o "projeto 13" ?- Nastya perguntou surpresa, segurando a minha mão e me encarando de uma forma assustadora. -Sim, sou eu.- Respondi sem esboçar qualquer expressão, apesar de estar um pouco surpresa com a situação.
-Um de nossos infiltrados passou-nos a informação de que um grandioso projeto com uma matéria azul desconhecida estava sendo feito e apenas uma cobaia conseguiu desenvolver aquilo dentro de si e se tornou incrivelmente perigosa. Então era você!- Viktor falava sem pausa e eu, estava ficando cada vez mais intrigada com o que fizeram comigo em todo esse tempo naquele laboratório. Os dois se levantaram e pediram para que eu os acompanhasse para a nossa ala de pesquisas, que ficava ao fundo de um corredor.
As coisas estavam começando a ficar estranhas e eu estava cada vez mais confusa à respeito de eu mesma. 


-Scarlet Project-

Tananana eu estou tão feliz que vou subir pelas paredes! -sqn porque eu não consigo subir em paredes!
Enfim, aqui está um capítulo meio ou bem ruim, pelo menos eu acho. Mas mesmo assim, o que vocês acharam? 
Eu precisei colocar aquele flashback ali! Eu estava simplesmente doida para colocá-lo *o* meldelz atiradores o/ 
Me digam, quem viu o desenho que eu fiz do Akira, acha algo muito sugestivo com algo escrito nesse capítulo? -HA.