Hey humanos! Eu disse que hoje tinha Scarlet Project, e aqui está! Esse capítulo deu umas quatro páginas no word e é só um desfecho pós resgate do Akira, por isso ele está cheio de coisas felizes, jogando purpurina na tela do seu computador. Eu não costumo escrever coisas felizes assim (eu fiz esse capítulo me segurando para não fazer mais confusão), então isso é novidade nas minhas fics! Sem mais delongas, boa leitura!
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| Criatividade para capas 0% |
Scarlet
Aquele dia era
cinzento.
O céu negro indicava a
vinda de uma tempestade.
O fogo, com suas cores
coloria o ambiente.
Era possível sentir a
Morte pairando por todo o território.
Era possível sentir o
cheiro do medo.
Sentia medo, muito
medo, de um jeito nunca sentido.
Gritar por socorro?
Inútil.
-Renda-se!- A voz
ditou.
Inaceitável. Seria
inaceitável obedecer. Inaceitável e vergonhoso.
Algo passou de raspão.
Querem respostas sobre isso. Óbvio que render-se não fica nem como última
opção.
Desespero. O desespero
toma conta e a luz faz-se presente.
Covarde. Covarde.
Covarde. Não lutou até o último segundo.
O desespero é o
culpado.
-Ei! Ei!- Ouvi uma voz e senti alguns cutucões em minha bochecha.
Abri os olhos lentamente, sentindo um pouco de tontura e confusão por alguns
flashes que estavam em minha mente, malditos pesadelos. Vi que quem me cutucava
era aquele garoto dos cabelos brancos que eu havia salvado momentos antes
naquele laboratório. A sua expressão demonstrava uma inocência que eu nunca
havia visto em alguém.
-Que foi...?- Falei em resposta e ele parou de me cutucar,
levando um susto e desabando para trás. Sentei-me na cama e vi-o levantar do
chão, fitando-me continuamente enquanto dava pequenas mordidas no lençol. Ele
era magro e estava vestido com uma calça de moletom larga e uma camisa branca.
-Qual é o seu nome?- Perguntei, para tentar acalmá-lo do
susto que havia levado.
-Não tem nome!- Respondeu. Ele parecia ter se esquecido de
muitas coisas, pois falava como criança.
-Então, eu posso te dar um nome?- Perguntei. Eu ficava
pensando como eu poderia chamar alguém que não tem nome. Isso seria estranho,
então por isso eu perguntei isso a ele. O garoto que aparentava ter uns dezesseis
anos apenas assentiu e sorriu.
-Vamos ver... Então... - Pensei em voz alta e ele apenas me
olhava. Olhei para os cabelos totalmente branquinhos e então algo me veio à
cabeça... Shiro. Parecia ser um bom nome, afinal, ele era branco da cabeça até
os pés. Não era como eu, que tinha várias mechas azuis no cabelo e olhos azuis
quase florescentes.
-Shiro. –Falei, dando uma pausa um pouco longa. –Esse é o
seu nome. –Continuei.
-CLAY!- Praticamente gritou e eu fiquei sem entender o que
foi aquilo, ele parecia falar sério. Será que ele não havia gostado do nome?-
Esse é nome seu!- Falou, seguindo por um riso.
-Meu nome é Scarlet... –Murmurei.
-Scarlet feio! Clay bonito igual Shirooooo- Rebateu minhas
palavras de uma forma completamente fofa e eu apenas assenti. – Shiro gosta
nome Clay!- Sorriu.
Eu estava bastante intrigada sobre quem seria aquele garoto,
pois era visto que ele não tinha memória alguma, apenas coisas básicas como
falar e sequer sabia se tinha um nome ou não. Ele me parecia muito familiar e
eu tive necessidade de salvá-lo naquele momento, sabia que precisava ser
protegido.
-Você está aí!- A porta foi aberta bruscamente e eu levei um
susto de um jeito que há muito tempo não levava. Era Jun o responsável por
isso. Ele sorria com um sorriso falsamente maléfico, porque ele não sabia
sorrir maleficamente e veio até para perto de Shiro.
-O que ele fez?- Perguntei.
-Eu estava tentando colocar um sapato nele e saiu correndo
pelo apartamento... Acho que eu o encontrei. –Respondeu Jun, sorrindo e sentando
na cama, sem dizer mais nada. Apenas olhava para o garoto que brincava com os
próprios dedos.
-Como está o Akira?- Perguntei, quebrando o silêncio. Eu
estava preocupada quanto ao estado do rapaz que havia sido resgatado.
-Está adormecido, mas ele já mostra sinais de melhora... –
Falou abrindo um sorriso enorme e surpreendeu-me com um abraço. –Obrigado por
ter salvado ele, Capitã... E-eu, mal posso acreditar que ele está aqui, comigo
novamente!- Continuou. Apenas abracei-o de volta como um sinal de retribuição
pelo agradecimento. Eu estava feliz também.
O rapaz interrompeu o abraço de forma repentina, sorrindo e
eu pude ver algumas lágrimas descendo pelo rosto bonito.
-Capitã... Estão te esperando na Central, Viktor veio aqui
pela manhã e mandou avisar você...! Ele disse que é algo muito especial!- Falou
com alegria ao pronunciar as palavras.
-Você vai vir junto?- Perguntei, sorrindo de volta.
-Infelizmente, não... Eu tenho que cuidar do Alexander e
desse garoto... –Respondeu.
-Eu Shiro!- Pronunciou-se o garoto e abraçou o loiro, sem
soltá-lo. Jun olhou-me de forma confusa.
-Shiro foi o nome que eu dei para ele... Acho que Shiro não
tem memórias... –Falei e Jun abandonou o olhar confuso. Levantei-me da cama,
logo calçando minhas botas e os dois vieram atrás de mim.
-Clay deixa Shiro aqui?- Perguntou o garoto, ainda abraçado
à Jun.
-Depois eu volto! Você fica aqui com Jun, ele vai cuidar de
você. –Sorri, enquanto abria a porta do apartamento.
- Até depois, Scarlet!- Jun despediu-se e eu fechei a porta,
logo andando pelo extenso corredor daquele local.
Desci as inúmeras escadas que lá havia, desviando de
diversos escombros que se encontravam por lá e logo eu chegava à porta
principal. Abri as infinitas trancas que ali havia, abrindo a porta e depois
fechando tudo de novo.
Agora eu estava no meio da rua totalmente deserta, onde
apenas a natureza começava a ocupar seu espaço lentamente, por entre todas as
edificações e ruínas desabitadas há muito tempo. Era um começo de tarde
agradável, ensolarada e um vento gelado soprava. Era possível ouvir o cantar
dos pássaros, aquilo me dava uma incrível sensação de liberdade.
♣
Depois de algum tempo caminhando, cheguei à Central da
Obshchestvo, que ocupava uma seqüência de prédios no que costumava ser uma
avenida no passado.
Fiz a tal batida secreta na porta que era feita em Morse e
era uma palavra bem idiota e que ninguém pensaria que poderia ser uma senha,
ela era “papel”. Logo ouvi o som das inúmeras trancas e cadeados e a porta foi
aberta pelo garoto que eu havia visto apenas uma vez, Jean Le Roux, o aprendiz
de Nastya.
-Olá, Capitã Ivanovich, entre!- Falou com alegria, exibindo
um sorriso. Entrei e segui o rapaz pelos corredores muito mal iluminados da
Organização, até chegar ao tão conhecido salão daquele local e lá eu fui
surpreendida por aplausos de diversas pessoas e fui recebida por um abraço de
surpresa de Nastya, que segurava um copo em uma das mãos.
-Parabéns, Ivanovich!- Falou em tom alto, erguendo o copo.
-Obrigada, Nastya e a todos aqui!- Agradeci, num tom mais
alto ainda, para que pudesse ser audível no salão inteiro.
Várias pessoas vieram me cumprimentar, das os parabéns pelo
resgate bem sucedido de Akira, até que um baixinho que devia ter mais ou menos
1,55 de altura entrou no salão e todos fizeram total silêncio. Ele tinha um
cabelo esquisito e estava bem arrumado, com roupas que pareciam ser muito novas
e levava uma caixa nos braços.
-Quem é ele?- Perguntei para uma moça que estava do meu
lado.
-É Hans, um representante do Conselho, Capitã. –Respondeu
ela. O tal Hans era alguém realmente importante, pois representava aqueles
cinco que mandavam em toda a Organização.
O rapaz andou até a minha direção e todos se afastaram de
nós, fazendo um círculo em
volta. Hans fez uma espécie de saudação, inclinando-se a
minha frente.
-Capitã Ivanovich, em agradecimento ao resgate bem sucedido
de Akira e aos dez anos a serviço da Organização, o Conselho envia a você um
presente. –O rapaz abriu a tal caixa, exibindo uma espada de lâmina muito
bonita, muito brilhosa e possuía um punho e guarda todos desenhados e eram
pretos, era perfeita. Peguei-a com
cuidado e apontei-a para cima, vendo a luz do ambiente bater contra a lâmina e
mostrar os desenhos com mais perfeição.
-Obrigada - Respondi e o rapaz fechou a caixa, enquanto
sorria em aprovação. – Mas eu acho que não sou só eu que mereço os
agradecimentos, afinal, eu não haveria sucesso na missão se Viktor, Marshall,
Jun e Natalya não estivessem comigo! Eles são muito dignos de agradecimentos!-
Falei, vendo todos aplaudirem e eu pude ver Natalya vindo em minha direção,
destacando-se entre todos com um vestido roxo e preto, ela segurava uma garrafa
de vodka com uma fita vermelha enorme.
-Parabéns, Scarlet! Isso é para você!- A moça de cabelos
negros disse, entregando-me a garrafa. –Gostei dos agradecimentos, viu?-
Começou a rir.
-Obrigada, Natalya!- Agradeci. Nunca estive tão feliz quanto
agora, após esse resgate bem sucedido. Eu estava feliz pelos agradecimentos,
mas nada importava tanto quanto o fato de eu ter sido útil para salvar a vida
de alguém.
Sem qualquer aviso, senti dois braços envolverem meus ombros
e eu levei um susto. Era Viktor, aquele mané de primeira classe. Ele era um bom
soldado, mas era especialista em irritar os outros por diversão.
-Ivanovich, qual é a sua idade?- Perguntou ele, fazendo uma
dúvida que há muito tempo eu tinha, que seria sobre a minha idade e eu
continuar com a mesma aparência de quando eu tinha lá meus vinte anos.
-Não pergunte algo assim para uma moça!- Marshall chegou,
dando um tapa na cabeça de Viktor. Eu sinceramente não me importava que me
perguntassem tal coisa.
-Trinta e cinco, Viktor, trinta e cinco...- Respondi a
pergunta do rapaz que instantaneamente mudou sua expressão para um misto de
surpresa com espanto, assim como Natalya e Marshall fizeram.
-Que caras são essas?- Nastya apareceu novamente, sorrindo e
perguntando sobre as expressões espantadas.
-NASTYA! Você que conhece a Scarlet mais que qualquer um,
ela tem trinta e cinco anos mesmo?!- Natalya perguntou, apoiando as duas mãos
nos ombros da loira.
-Sim... Ela tem trinta e cinco anos, Natalya!- Exclamou
Nastya, olhando para a moça.
-Como você tá... Assim, Scarlet?- Perguntou Marshall.
-Eu não sei e gostaria de saber, só sei que tenho a mesma
cara de quando eu tinha vinte anos...- Respondi. –Mas, mudando de assunto...
Obrigada por ajudarem no resgate do Akira!- Mudei o assunto repentinamente,
pois eu estava ficando enjoada sobre o fato da minha idade, quanto mais falavam
mais eu ficava em dúvida sobre como isso aconteceu. Mas isso no momento não
importava, eu apenas queria aproveitar a boa sensação de ter tido sucesso em uma
missão.
-Não teríamos conseguido sem as estratégias e a destruição
que você fez naquele lugar!- Viktor falou divertido e todos me abraçaram.
E nesse momento eu me senti como eu sempre me sentia ao
realizar uma missão com êxito como era no passado. Eu me sentia mais feliz do
que nunca, por poder fugir do laboratório, por poder resgatar Akira, por ser
tratada como humana novamente. Como esses dias bons eram agradáveis.
-Скарлет Проект-
-... ..- -- .- --. .- Só por curiosidade, essa seria a senha da porta naquela parte :3 (A senha da porta= бумага)
*Punho e guarda= São duas partes de uma espada, o punho é aquele "cabo" e a gurda seria mais ou menos aquilo que separa o punho da lâmina, mais ou menos isso.
Então, o que acharam desse capítulo paradão? Eu não gosto de desfechos tão felizes, prefiro algo mais dramático e eu não consigo escrever muito bem cenas assim... E o capítulo que vem é do Akira, afinal, precisamos de um desfecho sobre ele e o Jun, não é mesmo? (AKIRA X JUN AW YEAH)
Sim, a Scarlet tem 35 anos, se assustem com isso! ~Scarlet, o formol eterno~
Daqui a pouco eu vou fazer essa fanfic pegar fogo, porque é o que faz as fanfics interessantes! E quando eu digo que vai pegar fogo, eu vou fazer coisas interessantes, muita confusão ♥
O começo desse capítulo hehe he, vocês nem imaginam... muahaha muahaha!
Espero que tenham gostado, obrigado por ler ♥



Uuuhh Adori o capitulo O/ ainda bem que conseguiram salvar o meu Akira! u.U
ResponderExcluir(NYU!!! Ò.Ó NADA DE JUN X AKIRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 'ELE É MEU'!!!) KKKKKKKKKKKKKKKKKK!! e eu gostei da capa sim!!! u.u quero o próximooooooooo! \*0*/
Bjs!♥
kahakjshakjdhsakja obrigada ^^
ExcluirAkira x Jun sim! Yaoi is da power!
Logo logo virá o próximo capítulo, provavelmente semana que vem!