06/02/2014

Scarlet Project 9- Good days


Hey humanos! Eu disse que hoje tinha Scarlet Project, e aqui está! Esse capítulo deu umas quatro páginas no word e é só um desfecho pós resgate do Akira, por isso ele está cheio de coisas felizes, jogando purpurina na tela do seu computador. Eu não costumo escrever coisas felizes assim (eu fiz esse capítulo me segurando para não fazer mais confusão), então isso é novidade nas minhas fics! Sem mais delongas, boa leitura!




Criatividade para capas 0%

Scarlet

Aquele dia era cinzento.

O céu negro indicava a vinda de uma tempestade.

O fogo, com suas cores coloria o ambiente.

Era possível sentir a Morte pairando por todo o território.

Era possível sentir o cheiro do medo.

Sentia medo, muito medo, de um jeito nunca sentido.

Gritar por socorro? Inútil.

-Renda-se!- A voz ditou.

Inaceitável. Seria inaceitável obedecer. Inaceitável e vergonhoso.

Algo passou de raspão. Querem respostas sobre isso. Óbvio que render-se não fica nem como última opção.

Desespero. O desespero toma conta e a luz faz-se presente.

Covarde. Covarde. Covarde. Não lutou até o último segundo.

O desespero é o culpado.


-Ei! Ei!- Ouvi uma voz e senti alguns cutucões em minha bochecha. Abri os olhos lentamente, sentindo um pouco de tontura e confusão por alguns flashes que estavam em minha mente, malditos pesadelos. Vi que quem me cutucava era aquele garoto dos cabelos brancos que eu havia salvado momentos antes naquele laboratório. A sua expressão demonstrava uma inocência que eu nunca havia visto em alguém.

-Que foi...?- Falei em resposta e ele parou de me cutucar, levando um susto e desabando para trás. Sentei-me na cama e vi-o levantar do chão, fitando-me continuamente enquanto dava pequenas mordidas no lençol. Ele era magro e estava vestido com uma calça de moletom larga e uma camisa branca.

-Qual é o seu nome?- Perguntei, para tentar acalmá-lo do susto que havia levado.

-Não tem nome!- Respondeu. Ele parecia ter se esquecido de muitas coisas, pois falava como criança.

-Então, eu posso te dar um nome?- Perguntei. Eu ficava pensando como eu poderia chamar alguém que não tem nome. Isso seria estranho, então por isso eu perguntei isso a ele. O garoto que aparentava ter uns dezesseis anos apenas assentiu e sorriu.

-Vamos ver... Então... - Pensei em voz alta e ele apenas me olhava. Olhei para os cabelos totalmente branquinhos e então algo me veio à cabeça... Shiro. Parecia ser um bom nome, afinal, ele era branco da cabeça até os pés. Não era como eu, que tinha várias mechas azuis no cabelo e olhos azuis quase florescentes.

-Shiro. –Falei, dando uma pausa um pouco longa. –Esse é o seu nome. –Continuei.

-CLAY!- Praticamente gritou e eu fiquei sem entender o que foi aquilo, ele parecia falar sério. Será que ele não havia gostado do nome?- Esse é nome seu!- Falou, seguindo por um riso.

-Meu nome é Scarlet... –Murmurei.

-Scarlet feio! Clay bonito igual Shirooooo- Rebateu minhas palavras de uma forma completamente fofa e eu apenas assenti. – Shiro gosta nome Clay!- Sorriu.
Eu estava bastante intrigada sobre quem seria aquele garoto, pois era visto que ele não tinha memória alguma, apenas coisas básicas como falar e sequer sabia se tinha um nome ou não. Ele me parecia muito familiar e eu tive necessidade de salvá-lo naquele momento, sabia que precisava ser protegido.

-Você está aí!- A porta foi aberta bruscamente e eu levei um susto de um jeito que há muito tempo não levava. Era Jun o responsável por isso. Ele sorria com um sorriso falsamente maléfico, porque ele não sabia sorrir maleficamente e veio até para perto de Shiro.
-O que ele fez?- Perguntei.

-Eu estava tentando colocar um sapato nele e saiu correndo pelo apartamento... Acho que eu o encontrei. –Respondeu Jun, sorrindo e sentando na cama, sem dizer mais nada. Apenas olhava para o garoto que brincava com os próprios dedos.

-Como está o Akira?- Perguntei, quebrando o silêncio. Eu estava preocupada quanto ao estado do rapaz que havia sido resgatado.

-Está adormecido, mas ele já mostra sinais de melhora... – Falou abrindo um sorriso enorme e surpreendeu-me com um abraço. –Obrigado por ter salvado ele, Capitã... E-eu, mal posso acreditar que ele está aqui, comigo novamente!- Continuou. Apenas abracei-o de volta como um sinal de retribuição pelo agradecimento. Eu estava feliz também.
O rapaz interrompeu o abraço de forma repentina, sorrindo e eu pude ver algumas lágrimas descendo pelo rosto bonito.

-Capitã... Estão te esperando na Central, Viktor veio aqui pela manhã e mandou avisar você...! Ele disse que é algo muito especial!- Falou com alegria ao pronunciar as palavras.

-Você vai vir junto?- Perguntei, sorrindo de volta.

-Infelizmente, não... Eu tenho que cuidar do Alexander e desse garoto... –Respondeu.

-Eu Shiro!- Pronunciou-se o garoto e abraçou o loiro, sem soltá-lo. Jun olhou-me de forma confusa.

-Shiro foi o nome que eu dei para ele... Acho que Shiro não tem memórias... –Falei e Jun abandonou o olhar confuso. Levantei-me da cama, logo calçando minhas botas e os dois vieram atrás de mim.

-Clay deixa Shiro aqui?- Perguntou o garoto, ainda abraçado à Jun.

-Depois eu volto! Você fica aqui com Jun, ele vai cuidar de você. –Sorri, enquanto abria a porta do apartamento.

- Até depois, Scarlet!- Jun despediu-se e eu fechei a porta, logo andando pelo extenso corredor daquele local.
Desci as inúmeras escadas que lá havia, desviando de diversos escombros que se encontravam por lá e logo eu chegava à porta principal. Abri as infinitas trancas que ali havia, abrindo a porta e depois fechando tudo de novo.
Agora eu estava no meio da rua totalmente deserta, onde apenas a natureza começava a ocupar seu espaço lentamente, por entre todas as edificações e ruínas desabitadas há muito tempo. Era um começo de tarde agradável, ensolarada e um vento gelado soprava. Era possível ouvir o cantar dos pássaros, aquilo me dava uma incrível sensação de liberdade.


Depois de algum tempo caminhando, cheguei à Central da Obshchestvo, que ocupava uma seqüência de prédios no que costumava ser uma avenida no passado.
Fiz a tal batida secreta na porta que era feita em Morse e era uma palavra bem idiota e que ninguém pensaria que poderia ser uma senha, ela era “papel”. Logo ouvi o som das inúmeras trancas e cadeados e a porta foi aberta pelo garoto que eu havia visto apenas uma vez, Jean Le Roux, o aprendiz de Nastya.

-Olá, Capitã Ivanovich, entre!- Falou com alegria, exibindo um sorriso. Entrei e segui o rapaz pelos corredores muito mal iluminados da Organização, até chegar ao tão conhecido salão daquele local e lá eu fui surpreendida por aplausos de diversas pessoas e fui recebida por um abraço de surpresa de Nastya, que segurava um copo em uma das mãos.

-Parabéns, Ivanovich!- Falou em tom alto, erguendo o copo.

-Obrigada, Nastya e a todos aqui!- Agradeci, num tom mais alto ainda, para que pudesse ser audível no salão inteiro.
Várias pessoas vieram me cumprimentar, das os parabéns pelo resgate bem sucedido de Akira, até que um baixinho que devia ter mais ou menos 1,55 de altura entrou no salão e todos fizeram total silêncio. Ele tinha um cabelo esquisito e estava bem arrumado, com roupas que pareciam ser muito novas e levava uma caixa nos braços.

-Quem é ele?- Perguntei para uma moça que estava do meu lado.
-É Hans, um representante do Conselho, Capitã. –Respondeu ela. O tal Hans era alguém realmente importante, pois representava aqueles cinco que mandavam em toda a Organização.
O rapaz andou até a minha direção e todos se afastaram de nós, fazendo um círculo em volta. Hans fez uma espécie de saudação, inclinando-se a minha frente.

-Capitã Ivanovich, em agradecimento ao resgate bem sucedido de Akira e aos dez anos a serviço da Organização, o Conselho envia a você um presente. –O rapaz abriu a tal caixa, exibindo uma espada de lâmina muito bonita, muito brilhosa e possuía um punho e guarda todos desenhados e eram pretos, era perfeita.  Peguei-a com cuidado e apontei-a para cima, vendo a luz do ambiente bater contra a lâmina e mostrar os desenhos com mais perfeição.

-Obrigada - Respondi e o rapaz fechou a caixa, enquanto sorria em aprovação. – Mas eu acho que não sou só eu que mereço os agradecimentos, afinal, eu não haveria sucesso na missão se Viktor, Marshall, Jun e Natalya não estivessem comigo! Eles são muito dignos de agradecimentos!- Falei, vendo todos aplaudirem e eu pude ver Natalya vindo em minha direção, destacando-se entre todos com um vestido roxo e preto, ela segurava uma garrafa de vodka com uma fita vermelha enorme.

-Parabéns, Scarlet! Isso é para você!- A moça de cabelos negros disse, entregando-me a garrafa. –Gostei dos agradecimentos, viu?- Começou a rir.

-Obrigada, Natalya!- Agradeci. Nunca estive tão feliz quanto agora, após esse resgate bem sucedido. Eu estava feliz pelos agradecimentos, mas nada importava tanto quanto o fato de eu ter sido útil para salvar a vida de alguém.
Sem qualquer aviso, senti dois braços envolverem meus ombros e eu levei um susto. Era Viktor, aquele mané de primeira classe. Ele era um bom soldado, mas era especialista em irritar os outros por diversão.

-Ivanovich, qual é a sua idade?- Perguntou ele, fazendo uma dúvida que há muito tempo eu tinha, que seria sobre a minha idade e eu continuar com a mesma aparência de quando eu tinha lá meus vinte anos.

-Não pergunte algo assim para uma moça!- Marshall chegou, dando um tapa na cabeça de Viktor. Eu sinceramente não me importava que me perguntassem tal coisa.

-Trinta e cinco, Viktor, trinta e cinco...- Respondi a pergunta do rapaz que instantaneamente mudou sua expressão para um misto de surpresa com espanto, assim como Natalya e Marshall fizeram.

-Que caras são essas?- Nastya apareceu novamente, sorrindo e perguntando sobre as expressões espantadas.

-NASTYA! Você que conhece a Scarlet mais que qualquer um, ela tem trinta e cinco anos mesmo?!- Natalya perguntou, apoiando as duas mãos nos ombros da loira.

-Sim... Ela tem trinta e cinco anos, Natalya!- Exclamou Nastya, olhando para a moça.

-Como você tá... Assim, Scarlet?- Perguntou Marshall.
-Eu não sei e gostaria de saber, só sei que tenho a mesma cara de quando eu tinha vinte anos...- Respondi. –Mas, mudando de assunto... Obrigada por ajudarem no resgate do Akira!- Mudei o assunto repentinamente, pois eu estava ficando enjoada sobre o fato da minha idade, quanto mais falavam mais eu ficava em dúvida sobre como isso aconteceu. Mas isso no momento não importava, eu apenas queria aproveitar a boa sensação de ter tido sucesso em uma missão.

-Não teríamos conseguido sem as estratégias e a destruição que você fez naquele lugar!- Viktor falou divertido e todos me abraçaram.
E nesse momento eu me senti como eu sempre me sentia ao realizar uma missão com êxito como era no passado. Eu me sentia mais feliz do que nunca, por poder fugir do laboratório, por poder resgatar Akira, por ser tratada como humana novamente. Como esses dias bons eram agradáveis.

-Скарлет Проект-

-... ..- -- .- --. .- Só por curiosidade, essa seria a senha da porta naquela parte :3 (A senha da porta= бумага) 
*Punho e guarda= São duas partes de uma espada, o punho é aquele "cabo" e a gurda seria mais ou menos aquilo que separa o punho da lâmina, mais ou menos isso. 
Então, o que acharam desse capítulo paradão? Eu não gosto de desfechos tão felizes, prefiro algo mais dramático e eu não consigo escrever muito bem cenas assim... E o capítulo que vem é do Akira, afinal, precisamos de um desfecho sobre ele e o Jun, não é mesmo? (AKIRA X JUN AW YEAH)
Sim, a Scarlet tem 35 anos, se assustem com isso! ~Scarlet, o formol eterno~
Daqui a pouco eu vou fazer essa fanfic pegar fogo, porque é o que faz as fanfics interessantes! E quando eu digo que vai pegar fogo, eu vou fazer coisas interessantes, muita confusão ♥
O começo desse capítulo hehe he, vocês nem imaginam... muahaha muahaha!

Espero que tenham gostado, obrigado por ler ♥





2 comentários:

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