25/04/2015

Demon Hunter #1 - A luz de novos dias.

Comemorem, comemorem! Essa birosca tá pronta, finalmente! A capa não está muito atrativa -tanto até porque eu acabei de fazê-la com pressa-, mas posso assegurar que vale a pena ler o capítulo. Como prometido na postagem de mudança de layout, eu iria começar a publicar Demon Hunter em forma de história original aqui no blog e aqui está -não me diga!-. Peço desculpas pela demora na publicação e também por quaisquer erros presentes no capítulo, porque eu estou escrevendo desde meia-noite e estou muito, mas muito cansada. Minhas costas estão estralando e doendo de tanto tempo sentada na frente do computador e a minha bunda está quadrada -q Também estou quase dormindo em cima do computador, mas quem se importa? O que importa é que o primeiro capítulo está aqui! \o/ Sem mais delongas, boa leitura!


Explicações plausíveis eram inexistentes, testemunhava o caos sem nada fazer, apavorado. Eram acontecimentos em demasia surreais para si. Acabara de saber que aquele cujo chamava de pai, um homem adoentado, agora jazia no interior de uma criatura feita de trevas, algo que sequer imaginara que existisse. Tudo era confuso, todavia as respostas para suas perguntas estavam contidas na mulher que lutava corajosamente contra o ser. Apenas sabia que teria que aguardar o fim da batalha e, logo, teria suas dúvidas sanadas.
Seus olhos azuis encontravam-se vidrados na cena caracterizada por rápidos movimentos de ambos os lados, tanto da guerreira, quanto de seu inimigo com características humanas distorcidas. O ser atirava contra a mulher diversos projéteis a partir dois dispositivos parecidos com canhões, posicionados nos locais que as mãos ocupariam. A chuva de ataques da criatura era bloqueada com sucesso: a mulher derrubava projétil por projétil, cortando-os ao meio com sua bela e detalhada foice branca, a qual materializara-se em sua mão esquerda logo que a batalha começara.
Gritou com o ser, incitando-o. O pobre rapaz que observava ao longe estremeceu e seus olhos lacrimejaram. Mal podia acreditar que pessoas tão corajosas existissem.

-É tudo isso o que pode fazer, Shadow maldito?!- Ouviu a mulher gritar com o ser obscuro, enquanto utilizava uma enorme rocha que jazia no chão preenchido por água lodosa como uma barreira. A criatura parou de disparar e um grito agonizante surgiu da mesma, um grito sôfrego. Aquilo indicava algo, algo que a mulher almejava. Aquilo indicava que irritara a pequena parcela racional daquele ser. Sorriu.
O chamado Shadow gritou novamente e a chama negra no centro de seu peito aumentou de tamanho, a mulher insultou-o e o céu, caracterizado pela mesma estampa de um tabuleiro de xadrez começou a rodopiar rapidamente, acompanhando o movimento caótico que começara no solo, caracterizado por tremores. A mulher riu e partiu de sua barreira, pulando rapidamente para um enorme tronco de árvore apodrecido, posicionando-se em cima do mesmo. Mal pode colocar-se em posição e a criatura moveu o braço violentamente em sua direção, fazendo com que a enorme rocha onde abrigara-se voasse em sua direção. Agilmente desviou e partiu em direção ao Shadow, como se tivesse a intenção de acabar com a sua própria vida. Era um movimento suicida, mas sabia o que fazia. O ser moveu ambos os braços, fazendo com que uma enorme rajada de uma matéria desconhecida e sombria partisse diretamente de onde antes atirava seus projéteis. A voz da mulher ressoou pelo local, gritando uma espécie de invocação e sua foice reluziu como a luz pálida do luar, iluminando o local e atravessando a matéria sombria, a qual ganhou uma textura líquida e respingou em si, como sangue e com sucesso conseguiu aproximar-se suficientemente do ser, passando lhe a foice em volta de seu pescoço. Rapidamente, a criatura apontou um de seus canhões em sua direção.  Os olhos do rapaz, que tudo acompanhavam, vidraram mais ainda na cena.

-Ah, que ameaçador. – A mulher desdenhou, murmurando. Duas figuras que contrastavam uma a outra permaneciam encarando-se em meio ao caos do cenário distorcido, que surgira misteriosamente. Alguém morreria naquela batalha. – Vamos, você ficará a me olhar até quando? – A mulher questionou o ser alto o suficiente para que o jovem rapaz ouvisse. Sentia a marca de correntes que percorria seu rosto queimar. Não sabia o que aquilo significava, porém sentiu que precisava fazer algo. Sentia a morte pairar o cenário juntamente com o pesado clima sombrio. Só passou em sua mente uma única coisa e não hesitou em fazê-la. Levantou-se.

-Pare... Com isso! - O ser virou a cabeça violentamente em direção ao rapaz e naquele momento sentiu arrepios percorrerem sua espinha. Jamais havia encarado tamanho perigo em sua vida, por mais sôfrega que fosse. A mulher, que encontrava-se em pé no que parecia ser parte de uma parede demolida sorriu minimamente. O ser não tardou em alterar seu alvo: começou a ir rapidamente em direção do rapaz que recuava cada vez mais e mais, tropeçando em uma pedra e retornando ao chão. A mulher começou a movimentar-se novamente e de forma rápida, indo atrás do Shadow e rapidamente decepou a cabeça da criatura, para alívio do rapaz. O cadáver foi ao chão, caindo extremamente perto do jovem. A queda da criatura indicou o fim de tudo aquilo e o céu acima das cabeças de ambos começou a rachar e estilhaçar, como se fosse feito de vidro e o rapaz fechou os olhos, não podendo controlar o pavor que sentia.

-Abra os olhos. - Ouviu a voz da mulher e assim o fez, surpreendendo-se: estava novamente nos aposentos de seu pai, que havia se tornado parte da criatura, quando aquela paisagem caótica formara-se. Nada havia mudado de lugar. Suspirou, aliviado. A mulher estendeu-lhe a mão gentilmente, para que levantasse.

-É uma surpresa que consiga estar tão aliviado. – A mulher cujo o rapaz ainda não sabia o nome comentou, olhando janela afora e parecendo observar o céu noturno. – Normalmente, quando há parentes no assunto, as pessoas costumam chorar. – Com certeza, a tão excelente guerreira era do tipo estraga prazeres.

-Não há como chorar pelo meu pai... Ele sempre viu a mim como uma maldição, da mesma forma que as pessoas da cidade... Ele culpava-me pela morte de minha mãe e abominava esta marca estranha... Ele... Ele... Ele chegava embriagado vez ou outra em casa e costumava bater em mim, condenando a morte de minha mãe e quando sóbrio, sempre fazia de mim motivo de culpa... – Fez uma breve pausa, sentindo as lágrimas escorrerem de seus olhos. – Clamava que seu estado decadente era culpa minha... Como se eu fosse a desgraça em pessoa... – Soluçou, desviando o olhar da mulher. Sentia-se envergonhado de parecer tão frágil em frente a alguém tão corajoso como ela era. – Desculpe-me... Desculpe-me por isso, viajante...

-Rosmarin. – Disse a mulher, erguendo o rosto do rapaz. – Meu nome é Rosmarin e não há problema algum em chorar, é impossível impedir que algo assim aconteça, meu caro... Caro... – Reticenciou, vendo que também não sabia o nome do jovem de cabelos um tanto quanto longos e castanhos claros.

-Alessio de Angelis. Alessio. – O jovem completou, sorrindo para a mulher. De início ela parecera realmente assustadora para si, entretanto era alguém gentil apesar de séria. – Obrigado por ser tão gentil comigo... Ser humano algum tratou-me desta forma durante minha vida inteira... De um lado os moradores desta cidade chamando-me de “Criança Demônio” por culpa desta cicatriz que apareceu repentinamente e de outro, meu pai agredindo-me física e verbalmente...

-É... E parece que ele estava tentando acabar com a sua existência também... – Rosmarin comentou. – Afinal, ele não era um contratante com qualquer outra razão que não fosse você... Eu senti como se você estivesse sendo vigiado constantemente.

-Contratante? – Alessio questionou.

-Aquela criatura não estava aqui nesta casa de graça. Aquela criatura fez uma oferta a ele, a qual aceitou. Criaturas como aquela aproveitam-se dos desejos humanos para crescer em sua escuridão, fazem contratos que são uma verdadeira mentira e ao final de tudo, apenas alimentam-se de suas vítimas sem nada realizar.

-Isso é horrível, Rosmarin! Mas como... Como o meu pai fez um contrato com um ser tão horrível como aquele...? – Mais uma pergunta foi feita.

-Eles não são assim a vida inteira. Eles se desenvolvem e tomam forma. Normalmente aparecem na forma de um cristal negro como um ônix e comunicam-se com os humanos, estabelecendo o contrato e começam a tomar aquelas formas horrendas. – Explicou. Os olhos de Alessio abriram-se quando ouviu as palavras proferidas por Rosmarin. Lembrara-se de algo.

-Rosmarin... Meu pai! Durante duas semanas ele ficou a segurar obsessivamente um cristal negro, dizendo que aquilo seria o futuro e o fim da desgraça... Após esse tempo de insanidade, ele adoeceu e não parecia ser o mesmo.... – Respirou fundo, olhando fixamente para a mulher de cabelos um tanto quanto ondulados em comprimento que ultrapassava os ombros e de cor amarronzada.

-Você poderia ter perdido a vida. – Rosmarin fitou o teto rapidamente e retornou a olhar para Alessio. – Mas agora você está livre dessa desgraça. Venha comigo.

-Ir com você para onde? – Questionou.

-Para um local onde você será muito bem tratado. É um local para pessoas como você e eu, pessoas que nasceram para acabar com a escuridão que invade as vidas alheias. – Respondeu Rosmarin, com um olhar que transmitia confiança.

- Mas... Isso é muito perigoso! Eu não posso...

- É uma questão de matar ou ser morto, Alessio. Escolha não há. Sua cicatriz não é um mero detalhe, ela simboliza algo a mais e você sabe disso. Pessoas como nós são mais uma presa dos Shadows e você, nós devemos detê-los com unhas e dentes. Aquele Shadow não fez um contrato apenas pelos almejos de seu pai, Alessio. Uma pessoa com nossos dons, um Caçador, é uma presa natural daqueles seres. – Rosmarin fez uma pausa. Alessio pensava em cada palavra dita pela moça. Lembrou-se de certo episódio onde ferira três garotos acidentalmente num estranho evento onde materializou correntes –sem saber como- num momento de raiva. Lembrou-se também que nascera com seu olho direito desprovido de visão e quando era apenas uma criança, passou uma semana de dores intensas, até que a misteriosa marca aparecera, estendendo-se desde abaixo de seu olho até então cego até certa altura de seu peito. As palavras de Rosmarin começaram a dar sentido a tais acontecimentos. – A vida de um Caçador pode não ser a mais gloriosa, a mais feliz ou a mais respeitável, porém é um bem para todos. Um caçador é fundamental. Vivemos ocultos, anônimos, mas podemos salvar vidas e acabar com a escuridão que paira sobre os humanos. Venha comigo, Alessio. – O rapaz encheu-se de coragem com as palavras de Rosmarin. Embora não fosse o mais forte, nem o mais bravo, ou nunca tivesse sido de importância, sentiu que poderia pelo menos uma vez na vida ser útil. Sentiu que as pessoas daquela cidade não precisavam dele e nunca precisaram, sentiu que agora estava livre e poderia ter algum rumo na vida. Sentiu sua existência fazer sentido de alguma forma.

-Eu irei, Rosmarin. Sua viagem até aqui não foi em vão. Obrigado por vir, obrigado. – Alessio disse, sentindo-se mais vivo do que nunca. Rosmarin não havia proferido um belíssimo discurso, todavia as palavras da mesma exerceram grande emoção por parte do rapaz. As palavras de Rosmarin confortaram-no, fazendo com que sentisse que tivesse achado o seu lugar, a sua verdadeira casa.

A mulher sorriu com a resposta de Alessio. Era hora de partir. Saíram do quarto onde toda a batalha desenrolara-se num cenário ainda de origens misteriosas para o rapaz, partindo para novos dias. Era uma imensa satisfação saber que mais um Caçador surgia. 

Espero que tenham gostado, mesmo que o capítulo não tenha sido tão animador -q
 Logo logo a história começa a ficar mais interessante, então, acompanhem!
Digam o que acharam! Comentários fortalecem a autora -q 


6 comentários:

  1. Oiee Nyuu!

    Quanto tempo!!! XD
    haa gostaria de ler esse fanfic seu, mas como preciso dormir, outra hora leio e comentarei sobre do texto ok? xD

    Boa semana!

    Kiss

    ResponderExcluir
  2. OOH! *u* Demon Hunter! o/

    Demon Hunter virou original? Nyu você não vai mas fazer em mangá?!

    Rosmarin é incrível! Gostei muito dela! ٩(๑òωó๑)۶

    Parece que vai rolar muita ação! *o*
    Gostei do capitulo! ^^

    Kissus♥

    ResponderExcluir
  3. O legal de ser um leitor aqui do blog é que vc percebe o contraste né, eu com minha fics simples e de simples leitura e a Nyu com um texto rico e cheio de cultura digno de um professor de português... Fico até com vergonha quando comparo as duas mas fazer o que? cada um tem seu estilo de escrever...

    Curti muito essa história, só quero ver onde ela vai dar...
    Fui!!!

    ResponderExcluir

Comente,comentários incentivam quem traz o conteúdo mais sem sentido para esse blog! Gostamos de saber a sua opinião ou apenas ler o que vocês têm a dizer!
Ninguém nunca segue isso,mas por favor,sem comentários ofensivos ou grosseiros. Críticas são bem vindas,se forem construtivas.