
Comemorem, comemorem! Essa birosca tá pronta, finalmente! A capa não está muito atrativa -tanto até porque eu acabei de fazê-la com pressa-, mas posso assegurar que vale a pena ler o capítulo. Como prometido na postagem de mudança de layout, eu iria começar a publicar Demon Hunter em forma de história original aqui no blog e aqui está -não me diga!-. Peço desculpas pela demora na publicação e também por quaisquer erros presentes no capítulo, porque eu estou escrevendo desde meia-noite e estou muito, mas muito cansada. Minhas costas estão estralando e doendo de tanto tempo sentada na frente do computador e a minha bunda está quadrada -q Também estou quase dormindo em cima do computador, mas quem se importa? O que importa é que o primeiro capítulo está aqui! \o/ Sem mais delongas, boa leitura!

Explicações
plausíveis eram inexistentes, testemunhava o caos sem nada fazer, apavorado.
Eram acontecimentos em demasia surreais para si. Acabara de saber que aquele
cujo chamava de pai, um homem adoentado, agora jazia no interior de uma
criatura feita de trevas, algo que sequer imaginara que existisse. Tudo era
confuso, todavia as respostas para suas perguntas estavam contidas na mulher
que lutava corajosamente contra o ser. Apenas sabia que teria que aguardar o
fim da batalha e, logo, teria suas dúvidas sanadas.
Seus olhos
azuis encontravam-se vidrados na cena caracterizada por rápidos movimentos de
ambos os lados, tanto da guerreira, quanto de seu inimigo com características humanas
distorcidas. O ser atirava contra a mulher diversos projéteis a partir dois
dispositivos parecidos com canhões, posicionados nos locais que as mãos ocupariam.
A chuva de ataques da criatura era bloqueada com sucesso: a mulher derrubava projétil
por projétil, cortando-os ao meio com sua bela e detalhada foice branca, a qual
materializara-se em sua mão esquerda logo que a batalha começara.
Gritou com o
ser, incitando-o. O pobre rapaz que observava ao longe estremeceu e seus olhos
lacrimejaram. Mal podia acreditar que pessoas tão corajosas existissem.
-É tudo isso o
que pode fazer, Shadow maldito?!- Ouviu a mulher gritar com o ser obscuro, enquanto
utilizava uma enorme rocha que jazia no chão preenchido por água lodosa como uma
barreira. A criatura parou de disparar e um grito agonizante surgiu da mesma,
um grito sôfrego. Aquilo indicava algo, algo que a mulher almejava. Aquilo
indicava que irritara a pequena parcela racional daquele ser. Sorriu.
O chamado Shadow
gritou novamente e a chama negra no centro de seu peito aumentou de tamanho, a
mulher insultou-o e o céu, caracterizado pela mesma estampa de um tabuleiro de
xadrez começou a rodopiar rapidamente, acompanhando o movimento caótico que
começara no solo, caracterizado por tremores. A mulher riu e partiu de sua
barreira, pulando rapidamente para um enorme tronco de árvore apodrecido,
posicionando-se em cima do mesmo. Mal pode colocar-se em posição e a criatura
moveu o braço violentamente em sua direção, fazendo com que a enorme rocha onde
abrigara-se voasse em sua direção. Agilmente desviou e partiu em direção ao
Shadow, como se tivesse a intenção de acabar com a sua própria vida. Era um
movimento suicida, mas sabia o que fazia. O ser moveu ambos os braços, fazendo
com que uma enorme rajada de uma matéria desconhecida e sombria partisse diretamente
de onde antes atirava seus projéteis. A voz da mulher ressoou pelo local,
gritando uma espécie de invocação e sua foice reluziu como a luz pálida do
luar, iluminando o local e atravessando a matéria sombria, a qual ganhou uma
textura líquida e respingou em si, como sangue e com sucesso conseguiu
aproximar-se suficientemente do ser, passando lhe a foice em volta de seu
pescoço. Rapidamente, a criatura apontou um de seus canhões em sua direção. Os olhos do rapaz, que tudo acompanhavam,
vidraram mais ainda na cena.
-Ah, que ameaçador.
– A mulher desdenhou, murmurando. Duas figuras que contrastavam uma a outra
permaneciam encarando-se em meio ao caos do cenário distorcido, que surgira
misteriosamente. Alguém morreria naquela batalha. – Vamos, você ficará a me
olhar até quando? – A mulher questionou o ser alto o suficiente para que o
jovem rapaz ouvisse. Sentia a marca de correntes que percorria seu rosto
queimar. Não sabia o que aquilo significava, porém sentiu que precisava fazer
algo. Sentia a morte pairar o cenário juntamente com o pesado clima sombrio. Só
passou em sua mente uma única coisa e não hesitou em fazê-la. Levantou-se.
-Pare... Com isso!
- O ser virou a cabeça violentamente em direção ao rapaz e naquele momento
sentiu arrepios percorrerem sua espinha. Jamais havia encarado tamanho perigo
em sua vida, por mais sôfrega que fosse. A mulher, que encontrava-se em pé no
que parecia ser parte de uma parede demolida sorriu minimamente. O ser não
tardou em alterar seu alvo: começou a ir rapidamente em direção do rapaz que recuava
cada vez mais e mais, tropeçando em uma pedra e retornando ao chão. A mulher
começou a movimentar-se novamente e de forma rápida, indo atrás do Shadow e rapidamente
decepou a cabeça da criatura, para alívio do rapaz. O cadáver foi ao chão,
caindo extremamente perto do jovem. A queda da criatura indicou o fim de tudo
aquilo e o céu acima das cabeças de ambos começou a rachar e estilhaçar, como
se fosse feito de vidro e o rapaz fechou os olhos, não podendo controlar o
pavor que sentia.
-Abra os olhos.
- Ouviu a voz da mulher e assim o fez, surpreendendo-se: estava novamente nos
aposentos de seu pai, que havia se tornado parte da criatura, quando aquela
paisagem caótica formara-se. Nada havia mudado de lugar. Suspirou, aliviado. A
mulher estendeu-lhe a mão gentilmente, para que levantasse.
-É uma surpresa
que consiga estar tão aliviado. – A mulher cujo o rapaz ainda não sabia o nome
comentou, olhando janela afora e parecendo observar o céu noturno. –
Normalmente, quando há parentes no assunto, as pessoas costumam chorar. – Com certeza,
a tão excelente guerreira era do tipo estraga prazeres.
-Não há como
chorar pelo meu pai... Ele sempre viu a mim como uma maldição, da mesma forma
que as pessoas da cidade... Ele culpava-me pela morte de minha mãe e abominava
esta marca estranha... Ele... Ele... Ele chegava embriagado vez ou outra em
casa e costumava bater em mim, condenando a morte de minha mãe e quando sóbrio,
sempre fazia de mim motivo de culpa... – Fez uma breve pausa, sentindo as lágrimas
escorrerem de seus olhos. – Clamava que seu estado decadente era culpa minha...
Como se eu fosse a desgraça em pessoa... – Soluçou, desviando o olhar da
mulher. Sentia-se envergonhado de parecer tão frágil em frente a alguém tão
corajoso como ela era. – Desculpe-me... Desculpe-me por isso, viajante...
-Rosmarin. –
Disse a mulher, erguendo o rosto do rapaz. – Meu nome é Rosmarin e não há
problema algum em chorar, é impossível impedir que algo assim aconteça, meu
caro... Caro... – Reticenciou, vendo que também não sabia o nome do jovem de
cabelos um tanto quanto longos e castanhos claros.
-Alessio de
Angelis. Alessio. – O jovem completou, sorrindo para a mulher. De início ela
parecera realmente assustadora para si, entretanto era alguém gentil apesar de
séria. – Obrigado por ser tão gentil comigo... Ser humano algum tratou-me desta
forma durante minha vida inteira... De um lado os moradores desta cidade
chamando-me de “Criança Demônio” por culpa desta cicatriz que apareceu
repentinamente e de outro, meu pai agredindo-me física e verbalmente...
-É... E parece
que ele estava tentando acabar com a sua existência também... – Rosmarin comentou.
– Afinal, ele não era um contratante com qualquer outra razão que não fosse
você... Eu senti como se você estivesse sendo vigiado constantemente.
-Contratante? –
Alessio questionou.
-Aquela
criatura não estava aqui nesta casa de graça. Aquela criatura fez uma oferta a
ele, a qual aceitou. Criaturas como aquela aproveitam-se dos desejos humanos
para crescer em sua escuridão, fazem contratos que são uma verdadeira mentira e
ao final de tudo, apenas alimentam-se de suas vítimas sem nada realizar.
-Isso é
horrível, Rosmarin! Mas como... Como o meu pai fez um contrato com um ser tão
horrível como aquele...? – Mais uma pergunta foi feita.
-Eles não são
assim a vida inteira. Eles se desenvolvem e tomam forma. Normalmente aparecem
na forma de um cristal negro como um ônix e comunicam-se com os humanos,
estabelecendo o contrato e começam a tomar aquelas formas horrendas. –
Explicou. Os olhos de Alessio abriram-se quando ouviu as palavras proferidas
por Rosmarin. Lembrara-se de algo.
-Rosmarin...
Meu pai! Durante duas semanas ele ficou a segurar obsessivamente um cristal
negro, dizendo que aquilo seria o futuro e o fim da desgraça... Após esse tempo
de insanidade, ele adoeceu e não parecia ser o mesmo.... – Respirou fundo,
olhando fixamente para a mulher de cabelos um tanto quanto ondulados em comprimento
que ultrapassava os ombros e de cor amarronzada.
-Você poderia
ter perdido a vida. – Rosmarin fitou o teto rapidamente e retornou a olhar para
Alessio. – Mas agora você está livre dessa desgraça. Venha comigo.
-Ir com você
para onde? – Questionou.
-Para um local
onde você será muito bem tratado. É um local para pessoas como você e eu,
pessoas que nasceram para acabar com a escuridão que invade as vidas alheias. –
Respondeu Rosmarin, com um olhar que transmitia confiança.
- Mas... Isso é
muito perigoso! Eu não posso...
- É uma questão
de matar ou ser morto, Alessio. Escolha não há. Sua cicatriz não é um mero
detalhe, ela simboliza algo a mais e você sabe disso. Pessoas como nós são mais
uma presa dos Shadows e você, nós devemos detê-los com unhas e dentes. Aquele
Shadow não fez um contrato apenas pelos almejos de seu pai, Alessio. Uma pessoa
com nossos dons, um Caçador, é uma presa natural daqueles seres. – Rosmarin fez
uma pausa. Alessio pensava em cada palavra dita pela moça. Lembrou-se de certo
episódio onde ferira três garotos acidentalmente num estranho evento onde
materializou correntes –sem saber como- num momento de raiva. Lembrou-se também
que nascera com seu olho direito desprovido de visão e quando era apenas uma
criança, passou uma semana de dores intensas, até que a misteriosa marca
aparecera, estendendo-se desde abaixo de seu olho até então cego até certa altura
de seu peito. As palavras de Rosmarin começaram a dar sentido a tais
acontecimentos. – A vida de um Caçador pode não ser a mais gloriosa, a mais feliz
ou a mais respeitável, porém é um bem para todos. Um caçador é fundamental.
Vivemos ocultos, anônimos, mas podemos salvar vidas e acabar com a escuridão que
paira sobre os humanos. Venha comigo, Alessio. – O rapaz encheu-se de coragem
com as palavras de Rosmarin. Embora não fosse o mais forte, nem o mais bravo,
ou nunca tivesse sido de importância, sentiu que poderia pelo menos uma vez na
vida ser útil. Sentiu que as pessoas daquela cidade não precisavam dele e nunca
precisaram, sentiu que agora estava livre e poderia ter algum rumo na vida.
Sentiu sua existência fazer sentido de alguma forma.
-Eu irei, Rosmarin.
Sua viagem até aqui não foi em vão. Obrigado por vir, obrigado. – Alessio disse,
sentindo-se mais vivo do que nunca. Rosmarin não havia proferido um belíssimo
discurso, todavia as palavras da mesma exerceram grande emoção por parte do
rapaz. As palavras de Rosmarin confortaram-no, fazendo com que sentisse que tivesse
achado o seu lugar, a sua verdadeira casa.
A mulher sorriu
com a resposta de Alessio. Era hora de partir. Saíram do quarto onde toda a
batalha desenrolara-se num cenário ainda de origens misteriosas para o rapaz,
partindo para novos dias. Era uma imensa satisfação saber que mais um Caçador
surgia.
♣
Espero que tenham gostado, mesmo que o capítulo não tenha sido tão animador -q
Logo logo a história começa a ficar mais interessante, então, acompanhem!
Digam o que acharam! Comentários fortalecem a autora -q

Oiee Nyuu!
ResponderExcluirQuanto tempo!!! XD
haa gostaria de ler esse fanfic seu, mas como preciso dormir, outra hora leio e comentarei sobre do texto ok? xD
Boa semana!
Kiss
Oi Mie!
ExcluirPois é, há quanto tempo mesmo!
Esperarei o seu comentário sobre Demon Hunter, bons sonhos!
OOH! *u* Demon Hunter! o/
ResponderExcluirDemon Hunter virou original? Nyu você não vai mas fazer em mangá?!
Rosmarin é incrível! Gostei muito dela! ٩(๑òωó๑)۶
Parece que vai rolar muita ação! *o*
Gostei do capitulo! ^^
Kissus♥
Demon Hunter! o/
ExcluirSim, virou original -q Me cortou o coração fazer isso, não tenho mais materiais nem tempo o suficiente para desenhar... Mas vamos ver se em breve eu consigo trazer uns extras em mangá!
Vai rolar muita ação sim, prepare-se!
Fico feliz que tenha gostado do capítulo!
O legal de ser um leitor aqui do blog é que vc percebe o contraste né, eu com minha fics simples e de simples leitura e a Nyu com um texto rico e cheio de cultura digno de um professor de português... Fico até com vergonha quando comparo as duas mas fazer o que? cada um tem seu estilo de escrever...
ResponderExcluirCurti muito essa história, só quero ver onde ela vai dar...
Fui!!!
Sim, isso é muito bacana! Falando nisso, eu ainda tenho que ler a sua fic nova, eu sempre acabo esquecendo -q (sim, eu sei que sou uma pessoa horrível eu sei khfdkfsjhds).
ExcluirFico feliz que tenha gostado da história, logo logo trarei mais um novo capítulo!